Ibovespa sobe após dois dias de queda e mercado reage a sinalização dos EUA sobre petróleo iraniano

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Depois de dois pregões de perdas, o Ibovespa voltou a subir nesta sessão e registrou alta de 1,25%, encerrando aos 179.875 pontos. O movimento refletiu uma melhora no humor dos mercados globais após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o comércio de petróleo do Irã.

O dia também foi positivo para o câmbio e os juros no Brasil. O dólar comercial caiu 1,60%, fechando em R$ 5,229, enquanto os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva.

O principal fator para a melhora do mercado foi a indicação de que os Estados Unidos continuarão permitindo que o Irã exporte petróleo. A informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

Segundo ele, a medida ajuda a garantir o abastecimento global de energia. Com isso, os preços futuros do petróleo recuaram — apesar de ainda permanecerem próximos de US$ 100 por barril — reduzindo parte das preocupações sobre inflação e crescimento global.

Mesmo com o alívio momentâneo, o cenário internacional segue incerto por causa do conflito no Oriente Médio. Trump também voltou a comentar a situação do Irã e sugeriu que o país poderia estar aberto a um acordo, embora ainda haja dúvidas sobre a liderança política iraniana.

O presidente americano também criticou aliados da OTAN, pressionando a aliança a atuar na crise envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Expectativa por decisões de juros

No Brasil e nos Estados Unidos, os investidores também aguardam as decisões de política monetária do Comitê de Política Monetária e do Federal Reserve.

Economistas do mercado financeiro passaram a projetar um corte menor na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 de março. A mudança nas expectativas aparece no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, que reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras.

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas.

Até a semana passada, a previsão predominante entre analistas era de redução de 0,5 ponto percentual, o que levaria os juros para 14,5% ao ano. Com o agravamento das tensões no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo, a projeção passou a ser de um corte mais moderado, de 0,25 ponto, para 14,75% ao ano.

Destaque do Ibovespa

Entre as ações mais negociadas, papéis de grandes empresas contribuíram para a alta do índice. Petrobras subiu cerca de 2% e Vale avançou 0,69%

Os bancos também tiveram desempenho positivo, com destaque para Itaú Unibanco, além de altas em Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil.

No geral, a maioria dos setores da bolsa brasileira terminou o dia em alta, refletindo um momento de alívio no mercado após dias de forte volatilidade provocada pela crise internacional.





ICL Notícias

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