Ibovespa dribla mau humor com tarifas e fecha com leve baixa

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O dia foi muito, muito ruim para o mercado financeiro global, que, desde a manhã desta quinta-feira (3), repercute com doses cavalares de mau humor o pacote tarifário anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera. Se a intenção do republicano era causar grande alvoroço, conseguiu.

Como já esperado, a B3, Bolsa brasileira, foi no embalo dessa toada, com muita oscilação ao longo do dia. Porém, ao fim e ao cabo, o Ibovespa conseguiu fechar próximo da estabilidade, com leve baixa de 0,04%, aos 131.140,65 pontos.

A propósito, o IBOV chegou a bater nos 132 mil pontos na máxima do dia, mas não segurou o reggae porque alguns pesos-pesados do indicador também caíram.

Na esfera corporativa, as ações ligadas às commodities despencaram. A Vale (VALE3) perdeu 3,62%, com minério de ferro em baixa, enquanto a Petrobras (PETR4) desceu 3,32%, com o petróleo internacional caindo mais de 6%. Na esteira do desastre, siderúrgicas e petroleiras também desabaram.

O que ajudou a minimizar o impacto foram os papéis dos bancos, que subiram com consistência. O Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 1,78% e o Bradesco (BBDC4), + 1,92%. A B3 (B3SA3), com os investidores já projetando maior aporte estrangeiro por cá, também subiu 2,50%.

Varejistas ganharam com as quedas dos DIs. Magazine Luiza (MGLU3) subiu 5,45%, enquanto Lojas Renner (LREN3), +2,24%.

Em segundo plano, o governo brasileiro segue buscando uma negociação com os EUA pela via diplomática. O presidente Lula (PT) afirmou que o governo tomará “medidas cabíveis” para defender a economia doméstica em relação à tarifa de 10% sobre os produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos.

Dólar

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6281, com recuo de 1,20% sobre o real — no menor nível em seis meses.

Mercado externo

Os indicadores de Wall Street desabaram nesta quinta-feira. O Nasdaq, que reúne as maiores empresas do setor de tecnologia, desabou 5,97%, na maior perda diária desde março de 2020.

Já o S&P 500 teve a pior sessão desde junho de 2020 e Dow Jones registrou o maior declínio desde setembro de 2022.

O Dow Jones caiu 3,98%, aos 40.545,93 pontos; o S&P 500, -4,84%, aos 5.396,52 pontos; e o Nasdaq, -5,97%, aos 16.550,60 pontos.





Fonte: ICL Notícias

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