Eduardo Moreira critica ataque da mídia a Guilherme Mello: ‘Covarde’

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O economista e fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, publicou vídeo em seu perfil oficial no Instagram, na manhã desta terça-feira (3), no que ele classificou como um “ataque organizado e orquestrado” da grande mídia contra a suposta indicação do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, pelo governo do presidente Lula (PT) para substituir Diogo Guillen na diretoria do Banco Central.

Segundo Moreira, esses grandes portais de notícia funcionam como “assessoria de imprensa da Faria Lima”, coração do mercado financeiro.

“Esses veículos orquestraram um ataque coordenado, covarde e feroz, dizendo que acendeu alerta vermelho no mercado, tendo como principal argumento a interferência política no Banco Central. Desculpa aí, mas é até engraçado ouvir isso”, ironizou Moreira.

“Apesar das inúmeras divergências que tenho na condução da economia, que deveria ser muito mais de enfrentamento ao sistema e muito menos conciliadora, o trabalho que o Ministério da Fazenda está fazendo, principalmente comparado ao anterior, é excelente, e o Guilherme Mello tem papel fundamental nisso”, disse.

O economista lembrou que, sob a gestão Lula 3, o Brasil tem a menor taxa de desemprego em décadas, entregou a menor inflação desde 2018, além de ter crescido acima do que previsto por muitos relatórios econômicos . “O Guilherme Mello, que é um excelente professor, fez um trabalho extremamente responsável na Fazenda”, frisou.

Interferência política?

Moreira reforçou principalmente o argumento de que não pode ter interferência política no Banco Central. “Mas interferência dos bancos de investimentos pode ter? O Roberto Campos Neto [ex-presidente do BC], foi chefe da tesouraria do Santander. Aí pode ter?”, questionou.

“Campos Neto fez o pior mandato do BC dos últimos tempos, entregando a maior inflação, sabia do escândalo do Banco Master e não fez nada. A única bandeira que ele tem é a história do Pix, que é mentira, pois não foi ele quem fez. O próprio Campos Neto fazia interferência política o tempo inteiro, fez campanha para tentar reeleger o [ex-presidente Jair] Bolsonaro, fazia análise de pesquisa em grupos de WhatsApp. Aí pode?”, continuou Moreira.

Na avaliação de Eduardo Moreira, a Faria Lima repudia “qualquer pessoa com histórico de academia ou de carreira”, porque o mercado terá mais dificuldade “de comandar”. “O que eles querem é a interferência das mesas de operação, dos donos dos bancos”, enfatizou.

Ele encerra a mensagem prestando solidariedade a Guilherme Mello “por esse ataque covarde”.

Assista ao vídeo:

 





ICL Notícias

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