domingo, fevereiro 25, 2024
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Domo de calor avança na América do Sul e se aproxima do Brasil

O Brasil deve voltar a registrar calor extremo nos próximos dias, em especial nos estados do Sul. A chegada de uma grande massa de ar quente, um “domo de calor”, vinda da Argentina pode elevar as temperaturas para a casa dos 40oC em algumas áreas do Rio Grande do Sul.

Republicado de ClimaInfo

O calor tem sido intenso nos últimos dias. De acordo com a MetSul Meteorologia, o oeste gaúcho experimentou temperaturas acima dos 36oC no último sábado (3/2), com a maior máxima registrada em Quaraí (39,8oC). Em Porto Alegre, os termômetros chegaram aos 35oC na região do Jardim Botânico. No domingo, os termômetros subiram para mais de 37oC na maior parte do estado.

A expectativa é de que as temperaturas sigam mais altas do que o normal ao longo desta semana no Rio Grande do Sul, já que o centro da bolha de calor deve se deslocar gradualmente do nordeste argentino para o Sul brasileiro. O calor pode persistir até a semana que vem.

A Argentina tem passado por um sufoco nas últimas semanas por conta do forte calor. As altas temperaturas colocaram dez províncias em alerta vermelho de atenção pelo Serviço Meteorológico Nacional (SMN), com grande parte do centro, oeste e norte do país sob o calor intenso. As máximas chegaram a 39oC na região de Buenos Aires, um patamar incomum para a capital argentina mesmo nos verões mais fortes.

O calor tem pressionado o fornecimento de energia elétrica e causado cortes de energia na província de Buenos Aires e na capital argentina. Segundo a MetSul, na última 5ª feira (1º/2), quase 60 mil usuários ficaram sem energia elétrica no período da tarde, quando os termômetros se aproximavam dos 38oC. O país teve que importar energia do Brasil para atender à demanda crescente.

As temperaturas mais altas também contribuíram para o pior desastre natural do Chile desde o terremoto de 2010. O calor intenso facilitou a proliferação de incêndios florestais no centro e no sul do país. De acordo com o governo chileno, até a tarde desta 2ª feira (5/2), ao menos 122 pessoas perderam a vida por conta dos focos de fogo. “Estamos diante de uma tragédia de grande magnitude”, lamentou o presidente Gabriel Boric, que decretou estado de emergência na semana passada por conta dos incêndios.

A região de Valparaíso é a área mais atingida pelo fogo, concentrando mais de 35% dos focos ativos no país. O fogo consumiu áreas residenciais, o que elevou as perdas humanas. O número de óbitos pode subir ainda mais, já que há centenas de pessoas que seguem desaparecidas.

Neste verão, o Chile acumula 521 km2 de área incendiada, um número distante dos cerca de 4 mil km2 registrados no ano passado, mas muito mais mortal por conta da velocidade com que o fogo se alastrou e das condições climáticas que dificultam o combate às chamas.

O impacto dos incêndios no Chile foram destacados por Bloomberg, CNN Brasil, CNN em espanhol, Exame, Folha, g1, Reuters e VEJA. Já Climatempo, Estadão, Globo Rural, Metrópoles, O Globo e UOL, entre outros, repercutiram a chegada do domo de calor ao Sul do Brasil.

Eventos climáticos causam disparada nos pedidos de recuperação judicial de produtores rurais
Ministro da Agricultura admite que o agronegócio passa por um momento de dificuldade em razão das mudanças climáticas – que tiveram um belo “empurrão” do setor.

A relação direta entre desmatamento e mudanças climáticas é cientificamente comprovada, pública e notória. No entanto, parte significativa do agronegócio brasileiro – “gentilmente” nomeado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como “ogronegócio” – ainda insiste em ignorar essa equivalência. E agora paga um preço alto pelos efeitos da crise climática que ajudou a agravar.

Os pedidos de recuperação judicial feitos por produtores rurais dispararam no Brasil em 2023, com alta de 300%. Um reflexo das dificuldades financeiras por conta da alta de custos e de perdas nas lavouras afetadas pelos eventos climáticos extremos, explica a Globo Rural. E a expectativa é que esse recurso continue em alta neste ano.

Somente entre janeiro e setembro do ano passado foram registrados 80 pedidos de recuperação judicial, segundo os dados mais recentes da Serasa Experian. A título de comparação, em todo o ano de 2022 houve 20 pedidos. Os produtores rurais são a única categoria de pessoa física que pode recorrer a essa alternativa, dado o alto nível de risco da atividade.

Advogados consultados pela Globo Rural explicam que o pedido de recuperação judicial costuma ser a última saída para o produtor rural endividado. E a ampliação do recurso a essa ferramenta pelos agricultores tende a encarecer os sistemas de crédito.

Em entrevista à Folha, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negou que haja uma crise no agronegócio brasileiro. Entretanto, admitiu as dificuldades do setor por causa dos eventos extremos provocados pelas mudanças climáticas. “É claro que as mudanças climáticas estão aí, são inquestionáveis. Então, isso é preocupante, a gente tem que estar atento, minimizar isso”, frisou.


Um dos produtos agrícolas mais afetados é a soja. O Gigante 163 destaca a nova previsão – para baixo – para a safra 2023/2024 da oleaginosa feita pela consultoria Datagro, que cortou 4,3 milhões de toneladas da sua previsão para a colheita, de 152,882 milhões, passou para 148,553 milhões de toneladas.
Por conta da irregularidade do clima, que prolongou a estiagem, a Datagro estima uma área de 45,724 milhões de hectares. Já a produtividade média deverá ser de 3,26 toneladas por hectare, 8,9% a menos que na temporada 2022/23, quando foram registradas 3,58 toneladas por hectare.

Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) entregou ao governo federal uma série de propostas para ajudar o setor a suportar os impactos de eventos climáticos extremos na produção rural. Entretanto, o Observatório do Clima lembra que o agro brasileiro investiu contra políticas ambientais e climáticas e financiou campanhas negacionistas. E lista dez ocasiões em que o setor atirou no próprio pé e agora vive os efeitos da crise climática que ajudou a causar.

São elas: reforma do Código Florestal; investida contra áreas protegidas e Terras Indígenas; campanhas negacionistas das mudanças climáticas; apoio ao ex-presidente inominável; ignorar o Acordo de Paris; grita contra a legislação da União Europeia antidesmatamento; oposição à moratória da soja; lei da grilagem; e lobbies anticlimáticos.

Fávaro diz que o agronegócio brasileiro tem “um amplo espaço para crescimento” e que “podemos dobrar a área utilizada com a agricultura e até melhorar as condições da pecuária brasileira sem avançar sobre a floresta”. Resta saber se a feroz bancada ruralista do Congresso que atravanca qualquer avanço das pautas ambientais e indígenas vai se conformar com isso. A conferir.

Indígenas Munduruku têm níveis alarmantes de mercúrio no corpo
Uma análise da Fiocruz mostrou uma concentração muito alta de mercúrio no organismo de indígenas Munduruku; a contaminação está diretamente relacionada com o garimpo ilegal. 

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descobriram que a concentração de mercúrio no organismo de indígenas do povo Munduruku, que vivem em áreas disputadas com o garimpo ilegal no Pará, estão contaminados com “níveis alarmantes” de mercúrio em seus organismos.

A contaminação acontece por causa do consumo de água e alimentos, em especial peixe. O mercúrio utilizado no garimpo é a única fonte possível de contaminação, o que evidencia como a atividade ilegal está prejudicando as condições de vida das comunidades indígenas da Terra Munduruku.

Os indígenas começam a sentir os efeitos da intoxicação por mercúrio. “A gente começou a notar assim, alguns sintomas de criança, com dificuldade de se movimentar, [de] mobilidade, doenças que vinham apresentando e a gente não sabia o que era”, disse o cacique Jairo Saw Munduruku ao Jornal Nacional (TV Globo).

As crianças são as mais prejudicadas. “O que mais assustou era que as mulheres que estavam mais contaminadas. E muitas mulheres, o próprio médico falava, que o leite materno das mulheres que amamentava, que estava contaminando também as crianças”, afirmou a líder indígena Alessandra Korap.

O estudo da Fiocruz analisou amostras de cabelo dos indígenas. Em alguns casos, os níveis de concentração de mercúrio foram o dobro daquele considerado seguro para a saúde humana de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em um dos indígenas, a amostra foi ainda mais preocupante, com a concentração três vezes acima do patamar aceitável.

A Terra Munduruku é a segunda com maior incidência de garimpo ilegal no Brasil, atrás apenas da Terra Yanomami, que sofre com uma grave crise humanitária causada pela atividade criminosa.

A Globonews e a TV Cultura também destacaram a análise.
Em tempo 1: A Folha informou que o comandante do Exército, general Tomás Paiva, está analisando a possibilidade de aumentar o efetivo militar permanente na Amazônia em cerca de 3 mil homens. O número representaria um aumento de quase 10% no contingente hoje instalado em toda a região. Se a ideia vingar, ela não sairá do papel rapidamente, já que depende de diversos fatores, entre eles disponibilidade orçamentária e o efetivo total do Exército. A ideia surge em um contexto de críticas acentuadas às Forças Armadas por sua omissão nos esforços do governo federal para combater o garimpo e proteger os indígenas na Terra Yanomami.

Em tempo 2: Indígenas identificaram uma “clareira” dentro da Terra Karipuna, em Rondônia, provavelmente aberta por madeireiros e grileiros para criar gado e fazer plantio. De acordo com o g1, a área desmatada fica a cerca de 3 km da divisa do território, demarcado e homologado pelo governo federal nos anos 1990. O Povo Karipuna vem denunciando a ação cada vez mais explícita de invasores dentro de sua Terra, principalmente para retirada de madeira e peixes e, mais recentemente, ocupação agropecuária.

As manobras da Petrobras para fugir de compensação ambiental por petróleo na Foz do Amazonas
Processo se arrasta por mais de nove anos e até hoje compensação, que é obrigatória, não foi depositada; valor atualizado é de R$ 282 mil.
Em 2011, o IBAMA concedeu uma licença ambiental para a Petrobras perfurar um poço no antigo bloco FZA-4, na Bacia do Foz do Amazonas. A perfuração foi abandonada por causa de um acidente com a plataforma que abriria o poço, arrastada pelas fortes correntes da região. A área era vizinha ao atual bloco FZA-M-59, onde a petroleira insiste em perfurar um poço, apesar do que aconteceu antes.

Pela atividade no FZA-4, a Petrobras foi obrigada a pagar uma taxa de R$ 140 mil, a título de compensação ambiental, como manda a legislação – e independentemente de ter abandonado o projeto. O dinheiro iria para os cofres do ICMBIO para ser aplicado no Parque Nacional do Cabo Orange, próximo à Oiapoque, no litoral do Amapá. No entanto, até agora os órgãos ambientais, muito menos a reserva ambiental, não viram a cor do dinheiro – que equivale a 0,0005% do lucro líquido que a petroleira teve no 3º trimestre de 2023, de R$ 26,6 bilhões.


Documentos obtidos pela Folha, em matéria reproduzida pelo Jornal de Brasília, mostram que a Petrobras agiu por seis vezes, pelo menos, para protelar o pagamento dos R$ 140 mil, em 2014, 2016, 2017, 2019 e 2021. Os motivos apresentados pela estatal em nove anos foram os mais variados: falta de obrigatoriedade de pagar uma compensação em casos de perfuração para prospecção de petróleo; necessidade de análise por um órgão hierárquico superior; limitações na tramitação interna de processos; e discordância do critério para atualização monetária. Hoje, o valor corrigido chega a R$ 282 mil, ou 0,001% do lucro da companhia no 3º trimestre do ano passado.

Em nota, a Petrobras afirmou que não protela o pagamento e que a destinação dos recursos foi definida em 2018, na Câmara de Compensação Ambiental e Florestal. “Somente em junho de 2023, o IBAMA definiu a taxa de atualização monetária do valor de pagamento e, com isso, em dezembro de 2023, o ICMBio disponibilizou a versão final do termo de compromisso para assinatura”, disse a petroleira. A assinatura do documento ocorreu em 15 de janeiro, segundo a estatal, que também afirmou que vai pagar o valor em abril, após publicação de índice de atualização.

Se a Petrobras “chora” para pagar uma taxa tão irrisória diante de seus resultados financeiros, é preciso se preocupar com a reação da companhia sobre a compensação ambiental calculada pelo IBAMA para o FZA-M-59. O bloco tem nível máximo de impacto ambiental numa escala do órgão ambiental que vai de zero a 0,5%, lembram BNC Amazonas, Um só planeta, Pará Terra Boa e ADVFN. Por isso, a compensação a ser paga é de R$ 4,3 milhões. Ainda é muito pouco perto do que a estatal vem lucrando, mas o risco de protelação é imenso diante do histórico da empresa.

O alto risco ambiental verificado pelo IBAMA para o FZA-M-59 não chega a ser um impeditivo para a concessão da licença ambiental, explicou n’O Globo, em matéria repercutida pelo Poder 360, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco. No entanto, para que a exploração de combustíveis fósseis na área seja autorizada, são necessárias medidas “severas” de mitigação.

“A atividade de perfuração ter um alto risco não quer dizer que não possa acontecer, mas as medidas de mitigação precisam ser severas. O IBAMA verifica se as condições da Petrobras são suficientes para operação com risco controlado. É uma região nova, sem dados acumulados, leva tempo.”

A fala do secretário se dá num momento em que volta a crescer a pressão para que o órgão ambiental libere a licença para um poço no FZA-M-59 que negou para a Petrobras em maio do ano passado. Capobianco parece dar um recado a setores do governo e políticos que insistem na liberação: é fundamental haver dados e segurança operacional. E não há nem um, nem outro.

Cientistas questionam estudo polêmico que aponta para aquecimento de 2oC já em 2030
O estudo utilizou amostras de esponja para estimar que aquecimento desde o final do século XIX já supera 1,5oC; especialistas alertam para “exagero” em conclusões.

Um novo estudo publicado nesta semana na revista Nature Climate Change provocou polêmica entre cientistas climáticos. A análise, feita por um grupo de pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos, utilizou amostras de uma esponja marinha no Mar das Caraíbas, nas Antilhas, para estimar o aquecimento desde 1700 até os dias atuais. Segundo os autores, o aumento médio da temperatura global foi de 1,7oC no período, meio grau centígrado acima do estimado pelo IPCC.

O estudo analisou seis exemplares de Ceratoporella nicholsoni, uma espécie de esponja que pode levar centenas de anos para crescer entre 10 e 15 centímetros, retiradas de áreas ao longo da costa de Porto Rico e das Ilhas Virgens Americanas. À medida que essas esponjas crescem, elas armazenam estrôncio e cálcio numa proporção que se relaciona diretamente com a temperatura da água ao seu redor.

O aquecimento apontado pelo estudo sugere que o planeta já superou a meta de 1,5oC de limite para o aumento da temperatura global definida pelo Acordo de Paris. Além disso, a análise também indica que a trajetória de aquecimento para os próximos anos já vislumbra que o limite de 2,0oC, tratado pelo Acordo de Paris como máximo para o aquecimento global neste século, pode ser batido muito antes disso, em 2030. 

As conclusões dos autores, no entanto, foram recebidas com cautela por muitos cientistas climáticos. Para esses pesquisadores, a estrutura do estudo é enganosa, já que o período analisado pelo artigo não é o mesmo comumente utilizado em pesquisas sobre o aquecimento global – em geral, a partir de meados do século XIX, quando se inicia a fase mais intensa da Revolução Industrial.

“[O estudo] não significa que os impactos das mudanças climáticas ocorrerão mais cedo do que o esperado”, comentou Richard Betts, chefe de pesquisa de impactos climáticos do Hadley Center do Met Office britânico, ao Carbon Brief. Já Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford, criticou a “falha” implícita na comunicação do estudo, que pode causar “confusão desnecessária ao debate público” sobre o clima.

“Sou extremamente cético em relação à ideia de que podemos anular o registro instrumental da temperatura da superfície global com base em paleo-esponjas de uma região. Para mim, [o estudo] nem passa no teste do cheiro”,  ironizou o cientista Michael Mann, da Universidade da Pensilvânia (EUA), ao Guardian.
Já o diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, Gavin Schmidt, considerou válida a adição das esponjas como instrumento de registros paleoclimáticos, mas recomendou precaução “ao presumir que os indicadores de uma parte do Atlântico refletem sempre a média global”.

O estudo e as críticas dos cientistas tiveram grande repercussão na imprensa internacional, com destaques na ABC News, CNN, Financial Times, Independent, New Scientist e NY Times. O UOL também abordou o assunto.

Paris triplica taxa de estacionamento de SUVs para reduzir poluição do ar
Quase 55% dos parisienses aprovaram proposta para aumentar preço para 18 euros por hora no centro da cidade, o triplo do cobrado de veículos menores.
Andar por Paris num veículo grande, do tipo SUV, e tentar estacioná-lo em uma das ruas da capital da França vai doer no bolso. Em plebiscito realizado no domingo (4/2), 54,55% dos moradores da cidade que foram às urnas concordaram com a proposta da prefeitura de triplicar o valor cobrado desses carros, que passarão a pagar 18 euros por hora por uma vaga no centro de Paris, o triplo do que é cobrado de veículos menores. Em áreas periféricas o valor será um pouco menor, 12 euros.

A Bloomberg destaca que a prefeita de Paris, Anne Hidalgo , fez da capital francesa uma líder em medidas de proteção climática urbana e de saúde antipoluição. Além de reduzir significativamente o espaço ocupado pelos carros – muitas vezes frustrantes para os motoristas – ela pretende fazer de Paris uma “cidade de 15 minutos”, onde as pessoas possam alcançar a maioria das necessidades diárias a pé ou de bicicleta nesse período.

“Os parisienses fizeram uma escolha clara… outras cidades vão segui-la”, disse Anne. A prefeita descreveu a medida para restringir a presença de SUVs via aumento dos preços do estacionamento como “uma forma de justiça social”. Ela disse que o objetivo era atingir deliberadamente os motoristas mais ricos de carros caros, pesados ​​e poluentes, que ainda não tinham feito mudanças no seu comportamento para enfrentar a crise climática, explica o Guardian.


O novo valor de estacionamento se aplica a veículos com peso superior a 1,6 toneladas, ou 2 toneladas, no caso de veículos 100% elétricos. Segundo o France24, pessoas que vivem ou trabalham em Paris, motoristas de táxi, comerciantes, profissionais de saúde e pessoas com deficiência ficarão isentos.

Associações ambientalistas apoiam a mudança, ressaltando as altas emissões de gases de efeito estufa dos SUVs, assim como o uso dos espaços públicos e questões de segurança no trânsito. Segundo as autoridades municipais, SUVs são duas vezes mais fatais para pedestres do que carros normais, de acordo com o DW.
Assim como em outros países, os SUVs são especialmente populares na França. Segundo a associação de proprietários de automóveis da França 40 Millions d’Automobilistes – que, obviamente, critica as novas taxas de estacionamento –, eles representaram a metade dos novos registros no primeiro semestre de 2023.
g1, Band, SBT, O Globo, Exame, CNN, AP, BBC, New York Times e Sky News noticiaram a aprovação do estacionamento mais caro em Paris para SUVs.

Califórnia: com ventos fortes e tempestades, autoridades alertam para risco de morte
Mais de 500.000 imóveis estavam sem energia na 2ª feira, principalmente nas partes norte e central do estado, e quedas de árvores mataram duas pessoas.
Um “rio atmosférico” está assolando a Califórnia, com chuvas torrenciais, ventos fortes e inundações repentinas potencialmente fatais. Os meteorologistas destacaram o sul do estado como um raro “alto risco” de enchentes repentinas, já que a tempestade já despejou vários centímetros de chuva em toda a região no domingo, explica a Fox. O “alto risco” é o mais alto grau na escala de ameaça de enchentes repentinas da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) e só é emitido sob as previsões de enchentes mais terríveis.

O governador Gavin Newsom declarou estado de emergência para os condados de Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, San Diego, San Luis Obispo, Santa Barbara e Ventura, segundo o Sky News. “Esta é uma tempestade grave com impactos perigosos e potencialmente fatais. Preste atenção a quaisquer ordens de emergência ou alertas das autoridades locais”, disse Newson.
Cerca de 38 milhões de pessoas estão cobertas por alertas de inundação. Mais de 500.000 clientes estavam sem energia na Califórnia na 2ª feira (5/2), principalmente nas partes norte e central do estado, destaca a NBC.

As fortes chuvas levaram a evacuações nos condados de Santa Barbara e Ventura, e os bombeiros resgataram 16 pessoas em uma rua em Los Angeles. Pelo menos duas pessoas morreram em quedas de árvores associadas ao mau tempo.
Guardian, New York Times, BBC, CNN, Independent, ABC, Reuters, AP, CBS, CNN, USA Today, Weather Channel e Axios também repercutiram os efeitos dos eventos extremos na Califórnia.

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