O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, citou o Banco Master em seu depoimento diante das autoridades dos EUA. Ele participa nesta terça-feira das audiências para tratar das tarifas que os americanos querem impôr contra os produtos brasileiros.
Ele, porém, omitiu qualquer encontro ou relacionamento com Daniel Vorcaro.
O filho do ex-presidente está em Washington para tentar desfazer a ideia, em seu eleitorado, de que teria sido sua ofensiva que gerou a iniciativa do governo de Donald Trump de punir o Brasil com tarifas e embargos. A postura do candidato se contrasta com o apelo de seus aliados e de seu próprio irmão, Eduardo Bolsonaro, que inicialmente fizeram gestões na Casa Branca para aplicar barreiras contra o Brasil.
Diante da constatação do erro estratégico e do custo político que isso gerou, a campanha de Flávio Bolsonaro tenta dar uma imagem de que ele poderia “salvar” o Brasil dos problemas comerciais. Sua presença na audiência em Washington, portanto, cumpre apenas um papel eleitoreiro.
Ele teve apenas cinco minutos para falar. Mas a surpresa para quem estava no local foi a decisão de Flávio Bolsonaro de citar o Banco Master, como suposto exemplo de como o atual governo Lula estaria envolvido com o esquema de corrupção.
Nos últimos meses, foram as revelações de seus encontros com Daniel Vorcaro, o financiamento do banqueiro ao filme sobre Jair Bolsonaro e o elo suspeito entre o Banco Master e Ciro Nogueira – que chegou a ser cotado para ser vice de Flávio – que aceleraram o desgaste em sua campanha eleitoral.
Nos argumentos usados por Trump para colocar barreiras contra o Brasil, um dos aspectos citados é a corrupção no país.



