Confiança da Construção fica estável em maio

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O Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve estável em maio, em 92,6 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 92,9 pontos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

“A estabilidade do ICST registrada em maio resultou de movimentos opostos dos seus componentes: foi o indicador de expectativas relacionadas à tendência dos negócios que sofreu novo revés. Intersetorialmente, também houve movimentos distintos, sendo que as empresas de Edificações apontaram deterioração mais expressiva em relação às perspectivas para os próximos meses”, disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre.

Segundo a pesquisadora, a queda reflete a piora no ambiente de negócios, marcado pela falta de trabalhadores e aumento nos custos. “Pelo segundo mês, cresceram as assinalações no quesito custo da matéria-prima como fator limitante à expansão da atividade. Um cenário que não deve ter alívio em um horizonte próximo”, observou.

Dados de outro estudo do FGV Ibre aponta que a escalada do conflito no Oriente Médio já afeta a construção civil brasileira, com aumento disseminado nos custos de materiais e impacto direto sobre obras e financiamentos imobiliários. Em abril, itens essenciais registraram forte alta, como massa de concreto (mais de 4%), tubos e conexões de PVC (5%), cimento (3%), blocos (1,48%) e vergalhões de aço (quase 1%).

O movimento reflete, sobretudo, a valorização do petróleo no mercado internacional, que encarece tanto insumos derivados quanto combustíveis, pressionando também o frete e a logística. Como consequência, o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 1,04% em abril, após alta de 0,36% em março. Em 12 meses, o índice acumula variação superior a 6%.

Situação atual versus expectativas

Em maio, o movimento do Índice de Confiança da Construção (ICST) foi influenciado tanto pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST) quanto pelo Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST subiu 0,6 ponto,
alcançando 92,3 pontos, enquanto o IE-CST caiu 0,8 ponto, para 92,9 pontos.

Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 91,0 pontos, com um diferencial de negócios comparado ao mês anterior de 0,8 ponto. Já a Carteira de Contratos chegou a 93,8 pontos, apresentando um diferencial de 0,4 ponto em relação ao mês anterior.

Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95.7 pontos, avançando 0,8 pontos em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios caiu para 90,1 pontos, retrocedendo 2,3 pontos comparado ao mês anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,4%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também recuaram 0,4 e 0,6 p.p., para 78,7% e 72,3%, respectivamente.

Emprego previsto para os próximos meses

As perspectivas do mercado de trabalho continuam favoráveis: em todos os segmentos, as assinalações de aumento na contratação superam as de redução. Ou seja, em um horizonte imediato não há sinais negativos sobre o cronograma já contratado de obras.

Com a continuidade desse cenário mais adverso, essa percepção será testada nos próximos meses.





ICL Notícias

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