Pentágono: Guerra no Irã será prolongada e atingir objetivo ‘levará tempo’

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Na primeira coletiva de imprensa desde o início dos ataques contra o Irã, o governo dos EUA reconheceu que atingir os objetivos da operação vai “levar tempo”. Washington ainda sinalizou que novas tropas serão enviadas para a região e evitou dar um prazo para concluir a ofensiva militar.

As declarações ocorrem num momento em que os conflitos se espalham pelo Oriente Médio, com o Irã retaliando em diversos países. A guerra ainda desembarcou no Líbano, com confrontos entre o Hezbollah e o governo de Israel deixando mais de 30 mortos e 140 feridos.

O secretário de Guerra, Pete Hegseth, justificou a operação ecoando as alegações do presidente Donald Trump de que os EUA atacaram o Irã porque este representava uma ameaça aos Estados Unidos. “O Irã estava construindo mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional contra suas demonstrações de chantagem nuclear”, disse.

Hegseth se recusou a dar um prazo para o final da operação. “Não acontecerá da noite para o dia”, disse.

Mas insiste que a culpa pela situação é do Irã. “Nós não começamos esta guerra”, disse, apresentando uma lista de ações de Teerã ao longo de anos contra os EUA.

Segundo ele, o objetivo dos ataques militares dos EUA é atingir o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã, bem como a Marinha iraniana. “Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça dos mísseis, destruir a Marinha, sem armas nucleares”, disse.

Hegseth garante que os EUA estão atacando o Irã “cirurgicamente, de forma esmagadora e sem remorso”.

Não faltaram ainda ataques contra a imprensa. Para os veículos de comunicação e a esquerda política que gritam ‘guerras intermináveis’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável”, disse.

Questionado sobre quais seriam os objetivos, ele insistiu que o regime não poderia ter armas nucleares. Mas não detalhou o que isso significaria.

‘Cegar os iranianos’

Dan Caine, o chefe do Estado-Maior Conjunto, explicou a primeira etapa foi agir com ataques cibernéticos para “cegar a capacidade dos iranianos para se comunicar, ver e se defender”.

Segundo ele, o primeiro ataque contou com cem aviões e mísseis que foram disparados contra as forças navais do Irã. “Lançamos uma onda sincronizada”, disse.

Nas primeiras 24 horas, mais de mil ataques foram realizados e um dos objetivos foi a de garantir a soberania aérea sobre o Irã.

Caine ainda afirmou que a operação contra o Irã está em seus estágios iniciais e que mais forças americanas continuam a chegar ao Oriente Médio, sugerindo uma campanha prolongada. “Este trabalho está apenas começando e continuará”, disse ele.

 





ICL Notícias

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