Flotilha com ajuda para Gaza é interceptada por Israel a 120 km da costa palestina

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Pelo menos dois navios de uma flotilha pró-Palestina foram abordados por forças israelenses a cerca de 120 quilômetros da costa de Gaza, enquanto tentavam romper o bloqueio marítimo do território devastado pela guerra e levar ajuda à população. Diversos veículos de comunicação também noticiaram que outras embarcações também estão sendo interceptadas.

A operação começou com o navio-almirante da flotilha, o Alma, cuja tripulação foi detida por soldados israelenses. A ativista ambiental Greta Thunberg estava entre os que estavam a bordo do Alma. Em uma mensagem de vídeo postada no Instagram pouco antes da interceptação, Thunberg disse: “Meu nome é Greta Thunberg. Estou a bordo do navio Alma. Estamos prestes a ser interceptados por Israel.”

Entre os cerca de 500 integrantes da flotilha, estão 13 brasileiros e, além de Greta Thunberg , a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau, e os atores Susan Sarandon e Liam Cunningham.

Por meio de nota, a delegação brasileira na flotilha disse que “antes de abordarem ilegalmente os navios, tudo indica que as embarcações navais israelenses danificaram propositalmente os sistemas de comunicação, numa tentativa de bloquear sinais de emergência e interromper a transmissão ao vivo da abordagem ilegal. Além dos barcos já confirmados como interceptados, a transmissão e a comunicação foram perdidas com várias outras embarcações.”

“Estamos trabalhando com empenho para confirmar a situação de todos os participantes e tripulantes. Compartilharemos atualizações assim que tivermos informações confirmadas sobre a situação das embarcações, detenções, feridos e possíveis vítimas.”

A Flotilha Global Sumud, composta por mais de 40 barcos civis que transportavam cerca de 500 parlamentares, advogados, ativistas e até artistas, estava a caminho de Gaza levando ajuda humanitária, apesar dos repetidos avisos de Israel para que recuassem.

Os navios navegavam em águas internacionais ao norte do Egito na tarde de quarta-feira (1º) e haviam entrado no que foi descrito como uma “zona de perigo” ou “zona de alto risco”. Embora ainda em águas internacionais, trata-se de uma área onde a Marinha israelense já havia impedido outros barcos de tentarem romper o bloqueio no passado e que a flotilha foi avisada para não cruzar.

Por volta das 19h25, cerca de 20 navios da Marinha israelense se aproximaram da flotilha e ordenaram que os barcos desligassem os motores, disseram ativistas nas redes sociais. Imagens ao vivo da flotilha mostraram passageiros sentados em semicírculo, usando coletes salva-vidas, enquanto aguardavam a interceptação. A transmissão foi interrompida logo em seguida.

“Nossos navios estão sendo interceptados ilegalmente”, dizia uma mensagem na página do Instagram da flotilha na noite de quarta-feira. “As câmeras estão desligadas e os navios foram abordados por militares. Estamos trabalhando ativamente para confirmar a segurança e o status de todos os participantes a bordo.”

Diversos veículos de comunicação noticiaram na noite de quarta-feira (horário local, ainda período da tarde no Brasil) que pelo menos dois navios foram abordados por forças israelenses. Em uma das últimas mensagens enviadas a bordo, Yasemin Acar, membro do comitê de direção da flotilha, disse que navios israelenses cercaram o Alma, um dos navios do comboio.

“As [Forças de Defesa de Israel] estão cercando o Alma em ambos os lados do barco”, disse Acar ao jornal britânico The Guardian. “Eles estão próximos. Estamos nos posicionando e prontos para sermos interceptados.”

As interceptações foram confirmadas pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel. “A Marinha israelense entrou em contato com a flotilha de ajuda humanitária de Gaza e pediu que mudassem de curso em direção ao porto israelense de Ashdod, onde a ajuda pode ser descarregada e transferida para a Faixa de Gaza”, afirmou a pasta.

A flotilha insiste em continuar a viagem até Gaza. No início da manhã, ativistas relataram que dois navios de guerra israelenses se aproximaram agressivamente de dois de seus barcos, cercando-os e bloqueando suas comunicações, incluindo as câmeras ao vivo a bordo.



Fonte:Brasil de Fato

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