Rompimento entre Emicida e Fióti tem acusação de desvio milionário em empresa

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Os fãs do rapper Emicida foram pegos de surpresa, na semana passada, diante do anúncio de rompimento empresarial e artístico do cantor com Evandro Fióti, seu irmão, também músico. Fióti foi responsável por gerenciar a carreira de Emicida desde que ele se lançou na música, há mais de 15 anos, através do Laboratório de Fantasma, empresa que os dois fundaram juntos.

A crise entre os irmãos e agora ex-sócios começou em novembro de 2024, depois que Emicida pediu a saída de Fióti do quadro societário da empresa. O acordo formalizando o desligamento foi assinado em dezembro, mas Fióti optou por levar a questão à Justiça alegando que os termos não foram respeitados.

O rompimento entre os dois ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (01). O rapper acusa o ex-sócio e ex-empresário de um desvio financeiro de mais de R$ 6 milhões da empresa administrada por eles. As informações são do colunista Leo Dias.

O suposto desvio teria ocorrido entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. Em março deste ano, quando o rapper foi processado por Fióti, ele foi acusado de ter revogado a procuração que permitia ao irmão o acesso das contas bancárias da empresa. De acordo com a apuração, Emicida teria revogado o acesso após a identificação de transferências suspeitas ocorridas no início deste ano. O montante seria de R$ 2 milhões.

Fióti e Emicida

As movimentações suspeitas foram a ponta do Iceberg. Após investigação das transferências, Emicida teria verificado no extratos bancários de 2024 que um total de aproximadamente R$ 4 milhões foi transferido sem justificativa.

Segundo a defesa de Emicida, as transferências teriam ocorrido da conta bancária corporativa para a conta pessoal de Fióti. A defesa de Fióti diz que a acusação é infundada e que os valores recebidos por ele são justificados pela dinâmica de lucro da empresa.

Crise entre Fióti e Emicida

Além de ser uma marca de roupa, a Lab também administra a carreira do próprio Emicida, Rael e Drik Barbosa. A Lab Fantasma foi criada em 2009 pelos dois irmãos no Jardim Cachoeira, Zona Norte de São Paulo.

De acordo com Fióti na ação na Justiça de São Paulo, os dois teriam assinado um acordo, mas os termos não teriam sido respeitados pelo irmão. Os advogados de Emicida dizem que ele sempre teve mais poderes que Fióti.

No processo, Fióti tenta impedir que o irmão tome decisões individuais sobre a Lab Fantasma. Em resposta, a defesa de Emicida acusou o ex-parceiro do desvio milionário.

Segundo a defesa de Evandro Fióti, que se pronunciou sobre as acusações, os valores movimentados no início de 2025 correspondem a uma distribuição entre as partes, que ocorre de forma igualitária entre os dois sócios e seria acordada previamente.

Fim da parceria entre irmãos

Um comunicado sucinto postado no Instagram de Emicida no último sábado (29) diz: “Informamos que, a partir desta data, Evandro Roque de Oliveira (Fióti) não representa mais os interesses da carreira artística de Leandro Roque de Oliveira (Emicida)”. Emicida anunciou o fim da parceria artística com Fióti sem dar mais detalhes na rede social e em publicação sem permissão para comentários dos seguidores do rapper paulistano.

Fióti anunciou uma “nova fase na sua trajetória musical” no mesmo dia, em seu perfil na plataforma. Ele disse: “Após 16 anos à frente da Laboratório Fantasma — grupo empresarial fundado ao lado do irmão Emicida, do qual é sócio, e um dos mais relevantes da cena independente — o empresário e artista Evandro Fióti anuncia o início de uma nova etapa em sua carreira.”



Fonte: ICL Notícias

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