O livro “Perspectiva ecológica da modernização chinesa”, do pesquisador Zhang Yongsheng, chega em tradução para o português. Na obra, o economista Yongsheng apresenta o conceito de “civilização ecológica”, desenvolvido no contexto da modernização socialista chinesa.
O autor discute alternativas ao modelo de desenvolvimento associado à crise ambiental global e aos limites da civilização industrial capitalista, destacando a experiência chinesa de articulação entre planejamento estatal, crescimento econômico e transição ecológica.
A obra integra a coleção “Seis perspectivas da modernização chinesa” e é publicada pela Fundação Maurício Grabois em parceria com a Editora Chongqing.
Zhang Yongsheng, doutor em Economia e diretor-geral do Instituto de Estudos da Civilização Ecológica da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), é uma das principais referências chinesas em desenvolvimento verde e sustentabilidade.
Na edição brasileira, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Walter Sorrentino, afirma que a obra oferece uma oportunidade de compreender o pensamento por trás da “civilização ecológica”, conceito que considera central na experiência chinesa de modernização.
Sorrentino também classifica a publicação como relevante no debate ambiental contemporâneo, ao propor uma reflexão sobre um modelo de desenvolvimento que busca reconciliar sociedade e natureza.
A tradução foi feita pelo jornalista e escritor Bernardo Joffily, a partir da edição em espanhol. O projeto contou ainda com apoio do Centro de Estudos Avançados Brasil-China (Cebrach) e colaboração com instituições ligadas à Academia de Marxismo e à Academia Chinesa de Ciências Sociais.
A coleção “Seis perspectivas da modernização chinesa”, da qual este é o primeiro volume publicado no Brasil, busca apresentar diferentes dimensões do processo de modernização chinesa — incluindo aspectos históricos, políticos, culturais, democráticos e ecológicos — em uma análise integrada.
O livro tem 176 páginas e está disponível para venda no país.
