Embora fatores genéticos influenciem o desenvolvimento do Alzheimer, especialistas afirmam que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco da doença. Com base em recomendações da comissão sobre demência da revista científica The Lancet, médicos destacam dez cuidados que incluem atividade física, controle da pressão arterial e do diabetes, combate ao tabagismo, manutenção do peso adequado, socialização e atenção à saúde mental, auditiva e visual.
O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por até 70% dos casos. Apesar da influência genética, especialistas apontam que muitos fatores associados ao desenvolvimento da doença podem ser modificados por meio de hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado. Estimativas indicam que cerca de 57 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo, número que pode chegar a 153 milhões até 2050 em razão do envelhecimento da população.
Entre as recomendações destacadas pela comissão da The Lancet estão:
- prática regular de atividade física
- interrupção do tabagismo
- controle do peso corporal
- controle da pressão arterial
- controle do diabetes.
Essas condições estão associadas a danos nos vasos sanguíneos do cérebro e ao aumento do risco de comprometimento cognitivo.
Os especialistas também recomendam:
- manter uma vida social ativa
- tratar quadros de depressão
- evitar o consumo excessivo de álcool
- monitorar alterações nos níveis de colesterol.
- cuidar da visão e da audição é considerado importante para preservar a estimulação cerebral e reduzir fatores ligados ao surgimento de demências.
Segundo a comissão, uma parcela significativa dos casos de demência poderia ser prevenida ou adiada com a adoção dessas medidas ao longo da vida.
