Candidato ao Governo do Amazonas acompanhou a segunda noite do festival e destacou propostas para fortalecer o Sistema Estadual de Cultura
O candidato ao Governo do Amazonas pela Federação REDE-PSOL, Isael Munduruku, esteve em Manacapuru, na região metropolitana de Manaus, neste sábado (29), onde prestigiou a segunda noite do tradicional Festival de Cirandas. A presença no evento integrou a agenda do candidato no município e reforçou a defesa da cultura como instrumento de identidade, geração de renda, preservação da memória e desenvolvimento regional.
Durante a passagem pelo festival, Isael destacou a importância das cirandas para a identidade cultural de Manacapuru e para o calendário cultural do Amazonas. Para o candidato, manifestações como as cirandas, os bois-bumbás, as festas populares, a música, a dança, o teatro e outras expressões culturais precisam ser tratados pelo poder público como políticas permanentes, e não apenas lembradas durante os grandes eventos.
“A cultura amazonense é uma das maiores riquezas do nosso povo. Precisamos cuidar das cirandas, dos bois-bumbás e de todas as manifestações que contam nossa história, movimentam a economia e fortalecem a identidade das nossas comunidades. Cultura não é enfeite; é direito, trabalho, renda e pertencimento”, declarou Munduruku.
A valorização da cultura integra o Programa de Governo “Amazonas Vivo, Justo e Forte”, que dedica um eixo específico ao setor e propõe o fortalecimento do Sistema Estadual de Cultura, com fundo, conselho e realização regular de conferências, ampliando a participação dos próprios fazedores de cultura na definição das prioridades e na aplicação dos recursos públicos.
Outra proposta apresentada no programa é a descentralização dos editais culturais, permitindo que artistas, grupos, associações e produtores dos municípios do interior tenham maior acesso ao financiamento público. A iniciativa prevê ainda a simplificação da prestação de contas para pequenos projetos, reduzindo dificuldades burocráticas enfrentadas por quem produz cultura nos territórios.

Isael defende que o Estado estabeleça políticas contínuas de apoio aos mestres da cultura, às línguas, festas populares, bois-bumbás, cirandas, música, dança, teatro e literatura. O programa também prevê proteção de acervos, sítios arqueológicos, museus comunitários e da memória dos movimentos sociais, além da ampliação de bibliotecas, cineclubes, pontos de cultura e espaços de formação artística.
O candidato afirmou ainda que o incentivo à cultura precisa alcançar todo o Amazonas.
“Não podemos concentrar oportunidades e recursos culturais apenas em Manaus ou em determinados eventos. O Estado precisa chegar aos municípios, conhecer suas manifestações, apoiar seus artistas e garantir condições para que cada região preserve e desenvolva sua própria identidade cultural”, ressaltou.
Entre as medidas previstas está também a criação de circuitos culturais fluviais e de intercâmbio entre municípios, possibilitando maior circulação de artistas, grupos e manifestações culturais pelo território amazonense. A proposta busca integrar as diferentes regiões e ampliar o acesso da população à produção artística e cultural.
Para Isael, festivais como o de Manacapuru demonstram que o investimento na cultura também movimenta outras áreas da economia, como turismo, comércio, alimentação, transporte, artesanato e serviços. A política cultural defendida pelo candidato também prevê incentivo à economia criativa, com valorização dos artistas e trabalhadores do setor e combate à precarização do trabalho cultural.
Ao acompanhar a segunda noite do Festival de Cirandas, Isael reafirmou que, em um eventual governo, a cultura deverá ocupar espaço permanente no planejamento estadual.
“Queremos um Amazonas onde quem produz cultura tenha voz na decisão sobre os recursos e as prioridades. Valorizar nossa cultura é valorizar quem somos, nossa história e também construir oportunidades para as próximas gerações”, concluiu.
Fotos: Divulgação.