Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (17) um ataque a instalações de mísseis do Irã localizadas ao longo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo. O ataque ocorre em meio à pressão do presidente Donald Trump para garantir a reabertura da passagem estratégica.
De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), foram utilizadas bombas de penetração profunda contra estruturas fortificadas na costa iraniana. Em publicação nas redes sociais, o órgão informou que as munições, com cerca de 2,3 toneladas, atingiram com sucesso alvos considerados uma ameaça à navegação internacional.
“Forças americanas usaram com sucesso várias bombas contra sítios de mísseis ao longo da costa do Irã”, publicou no X o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio. “Os mísseis de cruzeiro antinavio presentes em alguns sítios representavam um risco para o tráfego marítimo internacional no estreito”, afirmou o comunicado.
Segundo autoridades americanas, os locais abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio capazes de colocar em risco embarcações que transitam pela região. Um funcionário do governo afirmou que o armamento utilizado foi a GBU-72 Advanced 5K Penetrator, projetada para atingir instalações subterrâneas altamente protegidas.
Desenvolvida para superar defesas reforçadas, a bomba conta com sistema de orientação por GPS, o que permite precisão mesmo em condições climáticas adversas. Militares dos EUA já haviam destacado anteriormente a capacidade diferenciada desse tipo de armamento em operações estratégicas.
O Estreito de Ormuz permanece sob forte tensão após ameaças do Irã de atacar navios dos Estados Unidos, de Israel e de países aliados. A região é responsável pelo transporte diário de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo.
O chefe do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os EUA continuarão atuando para reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a liberdade de navegação. Já Trump declarou que acredita em uma rápida normalização da situação, indicando que a segurança da rota pode ser restabelecida em breve.
Apesar de ter solicitado apoio internacional, o presidente afirmou que os Estados Unidos conseguirão agir sozinhos após aliados da Otan optarem por não participar do conflito.
