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Deputado pede interdição de filme sobre Bolsonaro

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Por Cleber Lourenço

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quinta-feira (14) que acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir a investigação e a possível interdição do filme “Dark Horse”, produção audiovisual sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o parlamentar, o filme pode ter sido financiado com recursos de origem ilícita e configuraria propaganda eleitoral antecipada. A iniciativa ocorre após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Nas conversas reveladas pelo The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro cobra pagamentos milionários para manter a produção do filme e afirma que poderia perder “contrato, ator, diretor e equipe” caso os recursos não fossem liberados.

Ao ICL Notícias, Correia afirmou que o objetivo da peça é investigar a origem dos recursos usados no filme e impedir o lançamento caso sejam comprovadas irregularidades. Segundo o deputado, o centro da representação é a suspeita de que o projeto audiovisual tenha sido financiado com recursos provenientes de esquemas envolvendo o Banco Master.

“Em primeiro lugar, este filme é fruto de corrupção. É fruto de dinheiro que veio do Banco Master e do Vorcaro. Portanto, roubo de aposentados, roubo geral de fundos podres no Brasil”, declarou.

O deputado também afirma que a representação cita possíveis recursos públicos usados na produção.

“Além disso, tem dinheiro público. Era mentira. Mais uma de Flávio Bolsonaro, tanto da Prefeitura de São Paulo quanto também de emendas parlamentares”, disse.

Rogério Correia faz referência às discussões surgidas após a revelação das mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O caso ampliou questionamentos sobre a origem dos recursos usados para financiar o filme.

Risco jurídico-eleitoral

Outro ponto central da peça, segundo Rogério Correia, é o período previsto para o lançamento da produção.

“Isso não é um filme. Isso é uma propaganda eleitoral nas vésperas da eleição. E repito: com recurso público e com financiamento privado. Isso a lei eleitoral não permite”, afirmou.

O parlamentar argumenta que o lançamento previsto para 11 de setembro deste ano colocaria a produção a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais.

“Por isso, eu peço à Procuradoria-Geral da República que faça investigação e posterior interdição”, declarou.

Bastidores em Brasília

Em Brasília, integrantes da oposição avaliam que o caso deixou de ser apenas uma crise política envolvendo mensagens privadas e passou a abrir uma frente de risco jurídico-eleitoral para o entorno da família Bolsonaro.

A avaliação de aliados do governo é de que a oposição tentará sustentar duas linhas simultâneas: a de que o filme teria sido financiado com recursos de origem suspeita e a de que a produção funcionaria como instrumento de promoção eleitoral antecipada.

Até o momento, Flávio Bolsonaro afirma que o projeto foi financiado por recursos privados e nega irregularidades.

Após a repercussão do caso, a produtora Goup Entertainment e o deputado federal Mário Frias, apontado como produtor executivo do filme, também divulgaram manifestações negando que a produção tenha recebido recursos de Daniel Vorcaro.

As negativas, no entanto, ampliaram os questionamentos sobre a origem dos recursos cobrados por Flávio Bolsonaro nas mensagens reveladas nesta semana.





ICL Notícias

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