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STF retoma julgamento de Bolsonaro e mais sete réus pela trama golpista; siga

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O portal ICL Notícias vai informar aqui os fatos mais importantes ocorridos no terceiro dia de julgamento da Primeira Turma do Supremo tribunal Federal (STF) do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado de 2022, nesta terça-feira (9).

Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier, o deputado Alexandre Ramagem, o ex-ministro Anderson Torres e o tenente-coronel Mauro Cid.

Os cinco ministros da Turma vão decidir se as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra as lideranças do grupo são procedentes. O julgamento histórico deve se estender até 12 de setembro.

STF

Ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, começa às 9h a leitura do seu voto no processo contra o núcleo central da trama golpista. Após Moraes, votarão os demais ministros da Primeira Turma do Supremo. Pela ordem, ele será sucedido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Acompanhe os principais momentos do julgamento no STF:

Duração do voto

“Prometo ser breve, mas dificilmente cumprirei”, afirma Moraes, ao falar de como será o seu voto no julgamento. Os ministros riem. Em seguida, Moraes, inicia uma apresentação no telão do STF para falar.

‘Organização criminosa praticou vários atos executórios’, diz Moraes

No início do julgamento do mérito, Moraes dá mostras de que vai rejeitar tese defensiva de que não houve início efetivo do golpe de Estado: “Essa organização criminosa praticou vários atos executórios”, aponta o ministro.

Voto de Moraes

Moraes inicia o julgamento do mérito destacando que não há espaço para alegar que não houve tentativa de golpe em 2022: “A materialidade dos cinco delitos imputados pela PGR já foi reconhecida em mais de 474 ações penais, em que o Supremo reconheceu a materialidade desses delitos. Esse julgamento não discute se houve ou não tentativa de golpe, se houve ou não tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O que discute é a autoria. Se os réus participaram”.

Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Moraes critica defesa de Braga Netto

“Estamos num julgamento jurídico e não psicológico”, afirma Moraes. O ministro critica a defesa de Braga Netto, feita pelo advogado Juca Oliveira, que pedia a nulidade do processo porque a acareação entre Braga Netto e Cid não foi gravada. Moraes fala olhando pra plateia onde estão os advogados.

“Não houve nenhum prejuizo à defesa. O que foi alegado é que defesa não pôde dizer como estava rosto do acareado, se ele abaixava a cabeça, se levantava a mão”, disse o ministro.

O advogado Juca Oliveira não acompanha a leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes no STF. Ele não está na plateia da Primeira Turma para acompanhar o terceiro dia de julgamento.

Advogados de defesa. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Moraes dá bronca em advogado de general Heleno

O ministro Moraes critica a defesa do advogado Matheus Milanez, que defende o general Heleno, e apontou 302 questionamentos ao ministro nos interrogatórios. Moraes deu uma bronca no advogado:

“A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nenhuma ligação com o sistema acusatório. Isso é uma alegação exdrúxula. E mais: não cabe a nenhum advogado censurar o magistrado dizendo qual é o número de perguntas que ele fez”.

Matheus Milanez. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Delação de Cid

Moraes repreende defesas sobre alegações contra delação de Mauro Cid: “Defesas confundem oito depoimentos prestados com oito delações contraditórias”, disse ele, antes de criticar. “Isso beira a litigância de má fé”.

“São oito depoimentos sobre assuntos diversos que poderiam estar em um megadepoimento dividido em capítulos”, explica Moraes. O ministro relembrou que as oitivas trataram de temas variados além da tentativa de golpe, como o desvio das joias recebidas pela Presidência da República e a falsificação dos cartões de Bolsonaro, da filha dele e da família de Cid.

Moraes também ressalta que o eventual descumprimento das cláusulas do acordo de delação por Cid não tem o condão de anular as provas advindas dela: “Eventuais omissões não acarretam na nulidade das informações prestadas”, diz ele. Ainda segundo o ministro, o que pode acontecer é os benefícios obtidos pelo militar podem ser reduzidos ou cancelados.

Fux

O ministro Fux interrompe a leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes para informar que vai voltar às questões preliminares da defesa em seu voto. Fux votou contra a Primeira Turma julgar o caso em março e defendeu que seria competência do Plenário do STF, com os 11 ministros. Foi vencido pelos demais ministros.

“Desde o recebimento da denúncia, por uma questão de coerência, eu sempre ressalvei [apresentei ressalvas] e fui vencido nessas posições”, disse Fux.

Questões preliminares

Moraes inicia o voto pelas questões preliminares, antes do início do julgamento do mérito da ação.

Réus ausentes

O ministro Alexandre de Moraes começa a ler o voto nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 09 horas e 14 minutos. Nenhum dos réus acompanha o julgamento na sala da Primeira Turma do STF.

Deputados de esquerda 

Parlamentares de esquerda acompanham o julgamento na Primeira Turma do STF. Estão presentes Ivan Valente (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Rogério Correia (PT-MG), Jandira Feghali (PcdoB-RJ), dentre outros.

Parlamentares de esquerda. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, inicia o voto.

Início

Às 9h12, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin abre a sessão.





Fonte: ICL

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