Em comunicado nas redes sociais após uma reunião com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, Michelle Bolsonaro anunciou sua saída do comando do PL Mulher. A justificativa oficial da ex-primeira-dama é a necessidade de se “dedicar integralmente” aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e com a filha. O abandono repentino do barco, no entanto, já atingiu em cheio os bastidores da direita, fazendo a campanha de Flávio Bolsonaro dar aquela tradicional e dolorosa “fraquejada”.
A existência da ala feminina na legenda sempre foi vista com ironia por cientistas políticos, que costumam apontar que existir o PL Mulher faz tanto sentido quanto criar uma filial da Ku Klux Klan só para negros. Com a nova rotina doméstica, fontes em Brasília garantem que Michelle não saiu da política, apenas pediu transferência de departamento: deixou o PL Mulher e assumiu a presidência vitalícia do PL Cuidadora de Idoso. Enquanto a crise familiar ameaça a harmonia conservadora, o resto do país acompanha a rachadura comendo pipoca. “Estamos horrorizados com tanta briga, por favor, continuem”, declarou um grupo de eleitores em nota conjunta.
