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Prorrogação de sanções dos EUA contra o Brasil vem após pressão de aliados de Bolsonaro nos EUA

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A decisão do governo do presidente americano Donald Trump de prorrogar por mais um ano a ordem executiva que autorizou o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros carrega a marca do grupo próximo à família Bolsonaro nos Estados Unidos. O episódio mostra que outras sanções motivadas por razões políticas ainda podem ter brasileiros como alvo.

Informação apurada por Ana Flor, da GloboNews, mostra que, mesmo depois de os Estados Unidos anunciarem duas novas tarifas ao Brasil, de 25% e de 12,5%, pessoas ligadas à família Bolsonaro seguiam negociando com o governo Trump por mais sanções, com preferência por medidas voltadas a indivíduos no Brasil.

A ordem executiva original, assinada em 30 de julho de 2025, já havia sido derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, o que faz da renovação um gesto sem efeito prático na prática comercial. Ainda assim, a decisão funciona como recado político, ao retomar o discurso de censura e de suposta perseguição a um ex-presidente, numa referência direta à condenação de Jair Bolsonaro.

No comunicado divulgado nesta terça-feira, o governo Trump repetiu uma série de acusações contra o governo brasileiro. A Casa Branca afirma que o Brasil adota práticas que interferem na economia americana, ferem a liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos, violam direitos humanos e prejudicam o interesse do país em proteger seus cidadãos e empresas. O texto também acusa integrantes do governo brasileiro de perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores, em referência a Bolsonaro, além de chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) de promotor de censura e citar prisões e bloqueios de conteúdo na internet como exemplos dessa suposta perseguição.

Nova decisão não tem efeito prático, mas reforça discurso político de que integrantes do governo brasileiro perseguem politicamente o ex-presidente Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O histórico de pressão da família Bolsonaro

Ao longo de 2025, pessoas próximas à família Bolsonaro, incluindo o próprio ex-deputado Eduardo Bolsonaro, comemoraram publicamente cada nova medida dos Estados Unidos contra o Brasil.

Além do cancelamento de vistos de autoridades do governo Lula e da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, o país também foi alvo do tarifaço de 50% sobre suas exportações aos EUA. Com a sanção pela Lei Magnitsky, bens de Moraes, da esposa e de uma empresa do casal nos Estados Unidos chegaram a ficar bloqueados, e cidadãos americanos ficaram proibidos de realizar qualquer transação ligada a esses bens ou interesses, dentro ou em trânsito pelos EUA, incluindo o fornecimento ou recebimento de fundos, bens ou serviços envolvendo o ministro ou sua esposa.

Em dezembro do ano passado, porém, o governo americano retirou Moraes da lista de sancionados pela Magnitsky.





ICL Notícias

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