O Partido Liberal (PL) ingressou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ação que pede a censura da divulgação do documentário “Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um”, produzido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL). O filme foi lançado nesta quinta-feira (23), no YouTube. A representação pede que o ICL “interrompa imediatamente a mobilização e a divulgação” do documentário.
O partido quer também que o instituto o custo da produção e divulgação da obra, além de informar “se mantém contratos com o governo federal” e se recebe verbas “de partidos políticos, como o PT”. Por várias vezes o fundador do ICL, Eduardo Moreira, declarou que a empresa não tem patrocínios e nem recebe verbas de nenhuma empresa, partido ou governo, e se sustenta apenas da mensalidade dos alunos que fazem os mais de 300 cursos oferecidos pela instituição.
Na ação, o PL alega que o instituto promove “propaganda eleitoral antecipada contra o senador e pré-candidato”.
Em resposta, o ICL emitiu nota informando que é “uma plataforma de jornalismo reconhecida por sua dedicação à imprensa livre, independente e sem patrocínios de grupos políticos ou econômicos”. Diz o texto que “é justamente esse compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos que sustenta a produção do documentário ‘Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um’”.
“Por isso, recebemos com indignação a representação eleitoral protocolada pelo Partido Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral. A ação revela, em nossa avaliação, o claro objetivo de intimidar e silenciar um veículo de comunicação que tem como missão o jornalismo responsável, livre e desvinculado de qualquer amarra partidária ou empresarial”, sustenta a nota do ICL.
E prossegue: “Criticar e questionar figuras públicas é função essencial da imprensa em qualquer democracia”.
A ação do PL se refere à estratégia de divulgação do ICL, usada em várias oportunidades para dar conhecimento ao público do lançamento de seus produtos culturais e jornalísticos, como “complexa operação de mobilização político-eleitoral”. A nota do instituto rebate: “Tentar enquadrar a divulgação de uma produção jornalística como suposta ‘propaganda eleitoral ilícita’ é, antes de tudo, uma tentativa de deslegitimar o trabalho de apuração e transformar o exercício da liberdade de imprensa em objeto de perseguição judicial e censura.”
O ICLreafirma no texto “seu compromisso com a verdade e com a informação de interesse público, e continuará nas trincheiras pela liberdade de expressão e pelo exercício do jornalismo livre, tal como garantido pela Constituição Federal”.
