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PF terá acesso a informações da investigação sobre a produtora do Dark Horse

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A Polícia Federal agora terá acesso aos dados obtidos pela investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre o Instituto Conhecer Brasil (ICB), produtora responsável pela produção “Dark horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O material será incorporado ao inquérito do STF que apura a suspeita de que recursos de emendas parlamentares possam ter sido utilizados para financiar a produção do filme. O compartilhamento do material foi autorizado pelo ministro Flávio Dino no dia 21 de agosto. A decisão é sigilosa e foi divulgada pelo jornal O Globo.

Em junho, a ONG, da empresária Karina Ferreira da Gama — dona do instituto e sócia da produtora Go UP —, foi alvo da Operação Wi-Fi, que apura suspeitas de irregularidades em um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões por ano firmado com a Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), para a oferta de internet pública.

As investigações da PM-SP buscam entender se parte dos recursos foi desviado para financiar a produção da cinebiografia de Bolsonaro.

Ao solicitar o compartilhamento das informações, a PF afirmou que o Instituto Conhecer Brasil ocupa posição central na apuração sobre o possível uso de emendas parlamentares. Para os investigadores, os elementos apreendidos na operação paulista como dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros podem contribuir para esclarecer a origem e o destino dos recursos, acelerando o andamento do inquérito.

Flávio Dino considerou pertinentes os argumentos apresentados pela PF e autorizou o compartilhamento, seguindo o entendimento do STF para o intercâmbio de informações obtidas em investigações distintas.

Desgaste do filme na candidatura de Flávio

O longa-metragem está no centro do desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, depois de áudios em que ele pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para finalizar a obra.

Os aportes sob investigação são de autoria deputados do PL como Mário Frias (SP), Bia Kicis (DF) e Marcos Pollon (MS). O primeiro é apontado como um possível intermediário de Flávio nos trâmites com Vorcaro.

Frias nega que os repasses tenham relação com o filme e diz que a verba era para “projetos sociais devidamente estruturados e supervisionados por órgãos federais”. Segundo o deputado, “não há um único centavo” de Vorcaro no longa.

Segundo a assessoria de Pollon, a emenda do parlamentar, de R$ 1 milhão, foi redirecionada para uma instituição oncológica e “não houve destinação de recursos para qualquer finalidade diferente daquela apresentada formalmente nos projetos”.

Kicis afirma que a emenda passada por ela, de R$ 150 mil, também não tem relação com o filme, mas com projeto de natureza cultural e educativa, voltado à valorização da história nacional e ao fortalecimento da economia criativa.

Os repasses de Vorcaro para o filme e as tratativas com Flávio fazem parte de outra frente de investigação, que está sob a relatoria do ministro André Mendonça. O magistrado autorizou o inquérito após um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Flávio afirmou na semana passada que o caso “Dark Horse” é uma “página virada” na sua campanha. Questionado sobre a prestação de contas do filme, Flávio afirmou que o material já foi vazado e que “estava tudo certinho”.

Com informações de Folhapress*





ICL Notícias

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