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O crescimento e o silenciamento sobre os casos de intolerância religiosa no Brasil

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Desde o ano de 2008, quando retomamos os trabalhos em defesa da liberdade religiosa no Brasil, uma pergunta sempre aparece: “quais são as motivações para os ataques de intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana?”

Obviamente, não temos como dar uma resposta pronta e acabada sobre os casos de violência. Mas podemos pontuar que existe um silenciamento por parte dos órgãos de segurança pública da administração municipal e estadual sobre os fatos.

Entretanto, no Brasil, os conflitos religiosos, ou melhor, a INTOLERÂNCIA religiosa, estão de mãos dadas com o racismo e todas as formas de preconceito. Afinal, não é o Brasil, o país laico e democrático ? Não sabemos ao certo o que significam as palavras “laico” e “democrático” em um país em que a liberdade religiosa é garantida constitucionalmente, mas não é permitida a toda a sociedade, neste caso, os adeptos das religiões de matriz africana.

Na década de 1980, os ataques e atos de intolerância, principalmente no estado do Rio de Janeiro, passaram a ser praticados pelo poder paralelo, que proibiu o funcionamento dos templos religiosos de matriz africana dentro das comunidades e favelas. Essa triste realidade vem se intensificando cotidianamente no Brasil e principalmente na cidade do Rio de Janeiro.

Precisamos investir e instrumentalizar, com uma pedagogia decolonial voltada para a diversidade e pluralidade, os agentes de segurança pública para que possam registrar informações sobre tais crimes sem estar munidos de preconceito. Pois a intolerância religiosa é uma questão social, política, econômica e religiosa e precisa ser debatida em todas as esferas de poder.





ICL Notícias

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