Início BRASIL Mercados operam com foco na ‘Superquarta’ e balanços de big techs

Mercados operam com foco na ‘Superquarta’ e balanços de big techs

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Os mercados globais operam com as atenções voltadas à “Superquarta” (29), quando serão anunciadas decisões sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Além disso, também serão divulgados resultados de grandes empresas de tecnologia.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense. Por lá, os juros estão atualmente na faixa de 3,50% a 3,75%, refletindo a leitura de inflação ainda pressionada — sobretudo por energia — e um mercado de trabalho resiliente.

A decisão de hoje provavelmente será a última sob a gestão de Jerome Powell à frente do Fed, cujo mandato termina em maio. Powell foi alvo de ataques constantes do presidente Donald Trump, que, a propósito, já anunciou o seu sucessor, o economista Kevin Warsh.

No Brasil, as atenções também se voltam à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, dando continuidade ao ciclo de flexibilização iniciado anteriormente.

A agenda doméstica ainda reúne indicadores relevantes, como o IGP-M de abril, estimado em alta de 2,53%, além das sondagens de comércio e serviços da Fundação Getulio Vargas (FGV), dados de fluxo cambial, resultado primário do Governo Central e a divulgação antecipada do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No campo corporativo, investidores acompanham os desdobramentos do balanço da Vale, que reportou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% na comparação anual. Também estão no radar os resultados de empresas como Santander Brasil, WEG, Motiva, Multiplan e Suzano.

Já em Wall Street, o destaque fica para os balanços de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, previstos para após o fechamento. As companhias têm sido protagonistas na recente trajetória de valorização dos mercados, que levou os principais índices a renovarem máximas históricas nas últimas semanas.

Brasil

Ibovespa voltou a cair na terça-feira (28), registrando a quinta baixa consecutiva — algo que não ocorria desde julho do ano passado. O índice recuou 0,51%, aos 188.618,69 pontos, uma perda de 960,10 pontos no dia. Apesar da sequência negativa recente, o saldo segue positivo em 2026, com alta de 17,06%, e avanço de 39,99% em 12 meses, ainda que o movimento acenda um sinal de alerta no curto prazo.

No câmbio, o real apresentou leve valorização frente ao dólar. A moeda norte-americana caiu 0,01%, cotada a R$ 4,982, em linha com o desempenho recente que mantém o real entre as divisas com melhor desempenho no ano.

No mercado de juros, os contratos futuros (DIs) inverteram o sinal ao longo do dia e encerraram em queda em toda a curva.

Europa

As bolsas europeias operam em trajetória negativa, com os investidores repercutindo uma série de balanços corporativos e avaliando a saída inesperada dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que provou disparada da commodity na terça-feira (28). Os Emirados Árabes Unidos são o terceiro maior produtor de petróleo da Opep.

Em meio à guerra no Oriente Médio, a saída do país do cartel lança ainda mais dúvidas em relação à segurança na oferta mundial de petróleo.

STOXX 600: -0,39%
DAX (Alemanha): -0,30%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,59%
CAC 40 (França): -0,56%
FTSE MIB (Itália): -0,62%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa, com os agentes à espera da decisão do Federal Reserve, o banco central estadunidense, e a coletiva de Jerome Powell, presidente da autoridade monetária que deixará o cargo no mês de maio.

Dow Jones Futuro: +0,06%
S&P 500 Futuro: +0,04%
Nasdaq Futuro: +0,24%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, repercutindo o desempenho de Wall Street na véspera, enquanto os agentes esperam os resultados corporativos de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta. As ações de tecnologia têm grande peso sobre os mercados asiáticos.

Shanghai SE (China), +0,70%
Nikkei (Japão): -1,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,68%
Nifty 50 (Índia): +1,14%
ASX 200 (Austrália): -0,27%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem, ampliando os ganhos da sessão anterior, com os investidores focados nos próximos passos das negociações de paz sobre a guerra com o Irã.

Petróleo WTI, +2,90%, a US$ 102,86 o barril
Petróleo Brent, +2,95%, a US$ 114,54 o barril

Agenda

Nos EUA, são aguardados dados de bens duráveis de março; início de construções, também em março; e a decisão sobre os juros pelo Federal Reserve.

Na zona do euro, é aguardada a divulgação da confiança do consumidor de abril.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou na terça-feira a intenção de abrir espaço para a entrada da Colômbia no Mercosul, e afirmou que o bloco pretende também estender a adesão a outros países. Lula fez a declaração durante cerimônia no Palácio do Planalto para assinatura do decreto de promulgação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL Notícias

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