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Mercados globais recuam com tensão renovada entre EUA e Irã

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Os mercados globais operam sob pressão nesta quinta-feira (9), com queda nos índices futuros dos Estados Unidos e alta do petróleo, em meio à deterioração do otimismo sobre o cessar-fogo entre EUA e Irã. O movimento ocorre após Teerã acusar Washington de descumprir termos do acordo.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, afirmou que os EUA já teriam violado o cessar-fogo, citando ataques israelenses no Líbano, incursão de drone no espaço aéreo iraniano e restrições ao programa nuclear do país.

Na véspera, os mercados estadunidenses registraram forte alta, impulsionados pelo anúncio do presidente Donald Trump de suspensão temporária das ofensivas contra o Irã. O S&P 500 avançou 2,8%, o Nasdaq subiu 2,51% e o Dow Jones teve ganho de 2,85%, no melhor desempenho desde abril de 2025.

Em meio ao cenário geopolítico, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou o cessar-fogo como uma “pausa”, indicando que as forças americanas permanecem em estado de prontidão.

A agenda econômica desta quinta concentra indicadores relevantes. Nos Estados Unidos, serão divulgados dados de inflação — incluindo o deflator do PCE —, além de números sobre renda e gastos pessoais, pedidos semanais de auxílio-desemprego e o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.

No Brasil, a Fundação Getulio Vargas publica o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com expectativa de aceleração inflacionária diante da alta de combustíveis, alimentos e medicamentos. Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento em São Paulo.

Brasil

Ibovespa encerrou a quarta-feira (8) em alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico de fechamento e superando, pela primeira vez, o patamar dos 192 mil pontos. Ao longo do dia, o índice chegou a ultrapassar os 193 mil pontos na máxima intradiária, refletindo uma melhora relevante no apetite global por risco.

O movimento foi sustentado principalmente pelo alívio no cenário internacional. Estados Unidos e Irã devem sentar para negociar, no sábado (11), em um acordo negociado pelo Paquistão.

No Brasil, o ambiente externo mais benigno contribuiu para a valorização do real. O dólar comercial caiu 1,01%, a R$ 5,10, após tocar R$ 5,06 na mínima do dia. Os juros futuros também recuaram ao longo de toda a curva, refletindo a melhora nas condições financeiras globais.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, apagando parte dos ganhos da véspera, com a tensão renovada no Oriente Médio.

STOXX 600: -0,62%
DAX (Alemanha): -1,11%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,25%
CAC 40 (França): -0,71%
FTSE MIB (Itália): -0,32%

Estados Unidos

Enquanto monitoram as questões geopolíticas, os investidores acompanham a divulgação de dados macroeconômicos nos EUA, como o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense, para aferir a política monetária.

Dow Jones Futuro: -0,37%
S&P 500 Futuro: -0,40%
Nasdaq Futuro: -0,41%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com baixa em sua maioria, com investidores avaliando a fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA.

Shanghai SE (China), -0,72%
Nikkei (Japão): -0,73%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,54%
Nifty 50 (Índia): -0,99%
ASX 200 (Austrália): +0,24%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta, depois que o Irã acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo.

Petróleo WTI, +3,23%, a US$ 97,46 o barril
Petróleo Brent, +3,34%, a US$ 97,91 o barril

Agenda

Nos EUA, saem dados de pedidos de auxílio-desemprego semanal, o deflator de inflação PCE de fevereiro e o PIB do quatro trimestre.

Por aqui, no Brasil, o governo brasileiro avalia maneiras de acelerar os testes de misturas mais altas de biodiesel no diesel com o objetivo de chegar a uma conclusão este ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A medida poderia impulsionar a demanda de soja no maior produtor mundial da oleaginosa, principal matéria-prima de biodiesel.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL Notícias

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