Os mercados globais operam em trajetória positiva, nesta manhã de quinta-feira (14). Os índices futuros de Nova York operam em alta, sustentados pelo avanço das ações de tecnologia em meio ao renovado otimismo do mercado com a inteligência artificial (IA).
O destaque é a Cisco Systems, que dispara no pré-mercado após divulgar projeção de vendas acima das expectativas e anunciar um plano de reestruturação voltado à expansão da IA.
No cenário internacional, os mercados acompanham a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. O encontro reforça a expectativa de uma possível estabilização nas relações entre as duas maiores economias do mundo.
A agenda econômica do dia concentra indicadores relevantes sobre atividade e mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, investidores monitoram os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e as vendas no varejo de abril. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pnad Contínua do primeiro trimestre e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.
No ambiente corporativo, a temporada de balanços do primeiro trimestre segue no radar, com resultados de empresas como MBRF, Nubank, Cosan, Stone, CPFL Energia, Cyrela, GPA, 3Tentos, AgroGalaxy, Even, Light e Vittia Fertilizantes.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (13) com forte queda de 1,80%, aos 177.098 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco no mercado doméstico após denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O dólar à vista avançou 2,31%, a R$ 5,0086, enquanto os juros futuros subiram em toda a curva.
A reação negativa dos investidores ocorreu após reportagem do Intercept Brasil divulgar áudio em que o filho zero um de Jair Bolsonaro (PL) pede recursos para financiar um filme sobre o ex-presidente. Segundo a publicação, o empresário Daniel Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para o projeto.
Europa
As bolsas europeias se movimentam positivamente, com investidores atentos aos desdobramentos políticos no Reino Unido e à viagem de Donald Trump à China.
STOXX 600: +0,36%
DAX (Alemanha): +1,07%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): +0,49%
FTSE MIB (Itália): +0,55%
Estados Unidos
Os investidores aguardam os dados de vendas no varejo e índices de preços de importação e exportação de abril, bem como aos pedidos de auxílio-desemprego. O foco, no entanto, é a visita de Donald Trump à China, onde se encontrará com o líder chinês Xi Jinping.
Dow Jones Futuro: +0,41%
S&P 500 Futuro: +0,24%
Nasdaq Futuro: +0,39%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com os investidores também acompanhando o encontro Donald Trump-Xi Jinping. O presidente dos EUA desembarcou em Pequim na quarta-feira (13) para a cúpula, acompanhado por um grupo de executivos estadunidenses, incluindo representantes da Tesla e da Nvidia.
Shanghai SE (China), -1,52%
Nikkei (Japão): -0,98%
Hang Seng Index (Hong Kong): 0,00%
Nifty 50 (Índia): +1,41%
ASX 200 (Austrália): +0,12%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem após a Agência Internacional de Energia (AIE) sinalizar uma maior volatilidade, enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu suas estimativas de crescimento da demanda para 2026 para cerca de 1,2 milhão de barris por dia, ante 1,4 milhão de barris por dia anteriormente previstos.
Petróleo WTI, +0,43%, a US$ 101,45 o barril
Petróleo Brent, +0,70%, a US$ 106,37 o barril
Agenda
Nos EUA, serão divulgadas as vendas no varejo de abril.
Por aqui, no Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, descartou que o aviso da União Europeia (UE) de barrar a carne brasileira a partir de setembro tenha relação com a assinatura do acordo do bloco do Norte com o Mercosul no início deste mês. Segundo o chanceler explicou em entrevista à CNN Brasil, a colocação em dúvida do uso de alguns medicamentos pelos produtores domésticos no gado nacional não é nova e já vinha sendo discutida entre as partes. Para ele, o diálogo com a UE continuará e o Brasil provará que está agindo conforme as regras, pois a carne brasileira é “inatacável”.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
