Início BRASIL Mãe de jovem que sofreu estupro em BH disse ter sido coagida

Mãe de jovem que sofreu estupro em BH disse ter sido coagida

0


A mãe da adolescente que sofreu um estupro coletivo em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, revelou que os pais de dois suspeitos foram até o hospital para tentar um acordo enquanto a jovem passava por exames e recebia medicação. Segundo a denúncia, a vítima foi abusada por pelo menos quatro adolescentes em sua própria casa, durante um churrasco com oito jovens. Ela acredita que sua bebida tenha sido “batizada”.

De acordo com o relato da mãe, os pais dos envolvidos tentaram coagir a família na porta do hospital, propondo uma conversa para “resolver o problema”. Diante da situação, a equipe médica da unidade se revoltou, acionou o Ligue 180 e registrou o boletim de ocorrência.

“Eles ficaram na porta, dois dos pais dos adolescentes abusadores. Ficaram na porta nos coagindo, querendo conversar para resolver o problema como se uma conversa, um pedido de desculpa fosse resolver. As médicas que ficaram revoltadas e elas acionaram o 180 e registraram boletim de ocorrência”, contou a mãe ao G1.

Ela conta ainda que um dos jovens, que é considerado melhor amigo da vítima, através de mensagens, tentou persuadir a jovem na tentativa de evitar que ela contasse o ocorrido. A polícia já está em posse das mensagens e incluiu a conversa nos autos da investigação.

Confira:

Prints mostram conversa entre adolescente vítima de estupro coletivo e um dos suspeitos — Foto: Reprodução/Redes sociais
Prints mostram conversa entre adolescente vítima de estupro coletivo e um dos jovens presentes no churrasco — Foto: Reprodução/Redes sociais

“Eu quero ir até as últimas consequências. Eu quero que eles paguem. Por mais que sejam menores de idade, precisam pagar. Se com essa idade eles fizeram isso, com a melhor amiga, quem garante que não vão fazer de novo?!”, reforçou a mãe da adolescente.

Nesta quinta-feira (18) os adolescentes suspeitos de envolvimento no estupro começaram a ser ouvidos pela Polícia Civil.

Em nota, o órgão informou que abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A corporação destacou que, em razão da natureza da ocorrência e do fato de os envolvidos serem menores de idade, os detalhes da apuração são mantidos em sigilo.

Por serem adolescentes, os suspeitos estão sujeitos às normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso o envolvimento seja confirmado, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas na legislação.

 





ICL Notícias

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile