Início BRASIL Justiça proíbe Grupo Zona Sul de enviar mensagens políticas a funcionários no...

Justiça proíbe Grupo Zona Sul de enviar mensagens políticas a funcionários no RJ

0


Por João Pedro Lima – Tempo Real RJ

A Justiça do Trabalho proibiu o Grupo Zona Sul de enviar comunicados de cunho político aos funcionários que indiquem, direta ou indiretamente, as preferências eleitorais da empresa ou de seus integrantes.

A decisão liminar foi concedida nesta sexta-feira (23) pela juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, após ação civil coletiva movida pelo Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro. Em caso de descumprimento, a rede poderá ser multada em R$ 500 mil por dia.

Carta dirigida aos funcionários sobre ‘esgotamento de ciclo’

A ação foi ajuizada depois que a rede de supermercados distribuiu aos empregados uma carta assinada pelo presidente da empresa, com críticas ao cenário político e institucional brasileiro e um apelo por “necessidade de mudança” no país às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.

Na decisão, a magistrada considerou que a manifestação institucional transmite, de forma velada, uma orientação política aos trabalhadores. Ela ressaltou que a relação de dependência econômica entre empregados e empregadores pode gerar medo de retaliações e comprometer a liberdade de escolha nas urnas.

Zona Sul deverá enviar nova mensagem aos funcionários comunicando que o voto é livre

Além de proibir novos comunicados com esse teor, a Justiça determinou que o Grupo Zona Sul envie uma nova mensagem aos funcionários até as 23h59 deste sábado (24), pelos mesmos canais utilizados anteriormente.

O comunicado deverá esclarecer que o voto é livre e secreto e que nenhum empregado é obrigado a revelar sua preferência política.

A empresa também deverá afixar a mensagem em locais de grande circulação de funcionários em todos os estabelecimentos situados na área de representação do sindicato, que abrange os municípios do Rio de Janeiro, Miguel Pereira e Paty do Alferes.

Sindicato fala em proteção à liberdade de voto

Para o presidente do Sindicato dos Comerciários, Marcio Ayer, a decisão reforça o direito dos trabalhadores de fazer suas escolhas políticas sem sofrer pressões no ambiente profissional.

“Essa é uma vitória histórica dos comerciários e da liberdade de voto. Nenhum trabalhador pode ser constrangido ou pressionado a votar de acordo com a preferência política de seu patrão. O emprego não pode ser usado como instrumento de intimidação eleitoral. O voto é livre, secreto e pertence exclusivamente ao cidadão. O sindicato estará sempre vigilante para impedir qualquer tentativa de interferência das empresas nas escolhas políticas dos trabalhadores”, afirmou.





ICL Notícias

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile