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Jaques Wagner diz que não há acordo entre Câmara e Senado sobre o PL Antifacção

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Por Cleber Lourenço

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou no início da tarde desta segunda-feira (17), em conversa com jornalistas no senado, que não existe qualquer entendimento entre as duas Casas sobre a tramitação do PL Antifacção.

Segundo ele, não tem acordo e o texto segue sem ponto de convergência. A fala adiciona ainda mais pressão a um projeto que já enfrenta forte resistência e carece de consenso até mesmo dentro da própria Câmara.

Wagner destacou que o processo se transformou em um texto em constante mutação, o que dificulta qualquer alinhamento. Isso virou uma metamorfose ambulante, toda hora tem outro projeto, afirmou o senador, criticando a sucessão de alterações promovidas pelo relator e a falta de estabilidade na negociação.

Questionado sobre o a alegação de aliados de Hugo Motta de que haveria um acordo com o Senado para tramitação do texto o senador foi enfático em negar: “Não tem mesmo”, afirmou.

Na Câmara, o cenário também é de impasse. Deputados divergem sobre o escopo, a arquitetura do projeto e as mudanças incluídas nas últimas versões. Parlamentares relataram à coluna que não há maioria consolidada que assegure votação segura nesta semana, e que a articulação política segue fragmentada.

PL Antifacção, Jaques Wagner
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senadores cogitam resgatar versão original

Conforme o ICL Notícias noticiou anteriormente, senadores avaliam até mesmo resgatar o texto original enviado pelo governo federal, caso a proposta avance para o Senado. A possibilidade de retomada do projeto inicial, visto por senadores como mais técnico e equilibrado, aumentou a tensão entre as Casas, já que deputados têm insistido em alterações profundas que desfiguram o texto do Executivo.

A declaração de Wagner cristaliza o quadro de desgaste e reforça a percepção, dentro da própria articulação política, de que o PL antifacção se tornou mais uma frente de atrito entre Câmara e Senado. A falta de consenso abre espaço para adiamentos e para a necessidade de uma nova rodada de negociações, num momento em que o calendário legislativo já está pressionado pelo fim do ano.





ICL Notícias

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