Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, anunciou que os ataques aéreos destruíram o complexo que abriga o aiatolá Ali Khamenei e afirmou que “todas as indicações mostram que este tirano não está mais entre nós”.
Ainda que a morte do líder supremo no Irã não esteja sendo ainda confirmada oficialmente, trata-se da declaração mais contundente por parte de uma liderança em relação ao resultado dos ataques.
À agência Reuters, uma fonte israelense afirmou que Khamenei morreu e que seu corpo foi achado. A imprensa israelense, entre eles o jornal Haaretz, também anunciou que o iraniano que lidera o país desde 1989 teria morrido.
O governo iraniano, por sua vez, afirmou que “não pode confirmar” a condição do líder supremo.
Nos bombardeios contra o Irã, neste sábado, um dos principais alvos foram os locais de residência de autoridades do país. Chefes militares estão entre os mortos.
Desde o início da ofensiva por parte de Israel e dos EUA, o governo do Irã não esclareceu onde estaria Khamenei.
Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu, nas primeiras horas do conflito, de que o líder supremo não estava em Teerã e que ele e o presidente do Irã estavam “sãos e salvos”.
Em sua declaração, Netanyahu convocou ainda iranianos a “irem às ruas em massa” para derrubar o regime. Segundo ele, os ataques os ajudarão a “se libertar da tirania”.
Ele afirma que eles têm uma “oportunidade única em uma geração” para derrubar o regime iraniano. “Saiam às ruas em massa” e “façam o trabalho”, diz ele. “É hora de vocês se unirem” e “se juntarem para uma missão histórica”, afirma.
A mensagem pedindo mobilização por parte dos iranianos também foi o tom usado por Donald Trump, nesta manhã. “Assumam o governo”, pediu o norte-americano.
Horas depois dos ataques, Trump afirmou que existem várias opções a partir de agora.
“Posso prolongar a situação e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seu programa nuclear]’”, disse ele ao site Axios.
Trump explicou que o ataque foi tomado depois diante da falta de progresso nas negociações nucleares desta semana. “Os iranianos chegaram perto e depois recuaram — chegaram perto e depois recuaram. Entendi, a partir disso, que eles realmente não querem um acordo”, disse.
