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INSS pode devolver valores de consignados do Master

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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista à GloboNews, que aposentados e pensionistas que contrataram empréstimos consignados com o Banco Master poderão ter os valores devolvidos, caso a instituição não consiga comprovar a idoneidade dos contratos.

Segundo ele, o INSS identificou uma série de irregularidades e decidiu bloquear os repasses ao banco ainda em setembro do ano passado, antes mesmo da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, em novembro de 2025.

“Pela quantidade de reclamações e pela quantidade de irregularidades que a gente vislumbrava do Banco Master, o INSS não renovou e proibiu o Banco Master, em setembro do ano passado, de fazer novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas”, afirmou.

Contratos somam R$ 2 bilhões

De acordo com o presidente do INSS, o Banco Master concedeu cerca de 254 mil empréstimos consignados, que juntos ultrapassam R$ 2 bilhões em crédito. As parcelas eram descontadas diretamente dos benefícios previdenciários, mas os valores passaram a ser retidos pelo INSS como medida cautelar, diante das suspeitas levantadas.

“Por uma questão de zelo, nós solicitamos a cópia dos contratos desses aposentados e pensionistas que fizeram esse empréstimo consignado. E quando a gente recebe, a gente recebe com surpresa”, destacou.

Ao solicitar cópia dos contratos, o órgão encontrou inconsistências relevantes. Segundo Waller, os documentos não atendiam às exigências da instrução normativa do INSS, apresentando falta de informações essenciais, como taxa de juros e custo efetivo total, além de um modelo padronizado considerado insuficiente.

Dúvidas sobre assinaturas eletrônicas

Outro ponto que chamou a atenção da autarquia foi a presença de assinaturas supostamente eletrônicas sem o QR Code necessário para verificar a autenticidade do consentimento dos segurados. Diante dessa fragilidade, o Banco Master chegou a tentar firmar um acordo para receber os valores retidos, mas o pedido foi negado.

Waller destacou que o INSS não pretende liberar qualquer recurso — seja ao banco, ao liquidante ou a eventuais compradores dos créditos — enquanto não houver comprovação de que as assinaturas partiram efetivamente dos aposentados e pensionistas.

Possibilidade de cancelamento e devolução

Enquanto a análise segue em curso, os valores descontados permanecem bloqueados nos cofres públicos. O presidente do INSS informou que uma reunião com o liquidante do Banco Master está prevista para a próxima semana, quando será estabelecido um prazo para apresentação da documentação necessária.

Segundo Waller, caso a autenticidade das assinaturas não seja comprovada, a tendência é cancelar os contratos de consignado e devolver os valores aos beneficiários afetados. “Não comprovando que aquela assinatura seja idônea, a gente cancele esse consignado e devolva para o nosso aposentado e pensionista”, afirmou.





ICL Notícias

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