Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta terça-feira (18), em meio à redução do apetite por risco na véspera da divulgação dos resultados da Nvidia e de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
As ações da gigante de semicondutores recuavam cerca de 2% antes do balanço do terceiro trimestre, esperado para quarta-feira (19). Investidores avaliam se o rali alimentado pela inteligência artificial (IA) neste ano mantém fôlego diante de sinais de desaceleração, valuations elevados e maior emissão de dívida por grandes empresas de tecnologia.
No Brasil, a Câmara dos Deputados deve votar hoje o projeto de lei Antifacção, apontado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, como a iniciativa mais rígida já proposta contra o crime organizado. O texto, enviado pelo governo Lula e relatado pelo oposicionista Guilherme Derrite (PP-SP), promete penas mais duras e cria bancos de dados sobre organizações criminosas. A condução por um membro da oposição elevou a tensão política e expôs divergências internas.
Após adiamentos e quatro versões de relatório, o governo ainda aponta falhas de técnica legislativa e brechas que poderiam favorecer grupos criminosos. Parlamentares bolsonaristas pressionam para que facções sejam classificadas como organizações terroristas, ponto rejeitado pela base governista.
Nos EUA, a agenda econômica inclui, às 9h15, o relatório ADP de emprego no setor privado; às 11h15, dados de produção industrial; e, a partir das 12h30, discursos de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, observados de perto por investidores.
No setor corporativo, o mercado acompanha os resultados da varejista Home Depot, referência para medir o desempenho do consumo americano.
Brasil
O Ibovespa iniciou a sessão de segunda-feira (17) em alta, mas virou para o negativo diante da piora no apetite por risco no exterior. O índice fechou em queda de 0,47%, aos 156.992 pontos. Já o dólar à vista avançou 0,64% e terminou o dia cotado a R$ 5,3310.
No cenário doméstico, o destaque ficou para a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, considerado uma espécie de termômetro do PIB (Produto Interno Bruto). A atividade econômica recuou 0,20% em setembro, desempenho pior do que o esperado pelo mercado. No terceiro trimestre, houve queda de 0,9% ante os três meses anteriores.
Europa
As bolsas europeias operam no vermelho, com o retorno dos temores sobre uma bolha no setor de inteligência artificial. Na esfera corporativa, serão divulgados os resultados financeiros da Siemens Energy e da Imperial Brands nesta quarta-feira.
STOXX 600: -1,29%
DAX (Alemanha): -1,40%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,98%
CAC 40 (França): -1,54%
FTSE MIB (Itália): -1,63%
Estados Unidos
A semana traz balanços de grandes varejistas como Walmart, Home Depot e Target, que serão observados por possíveis sinais sobre o ritmo dos gastos do consumidor antes das compras de fim de ano. Os agentes também acompanham a agenda econômica dos EUA, que traz dados de emprego do ADP e da produção industrial.
Dow Jones Futuro: -0,38%
S&P 500 Futuro: -0,47%
Nasdaq Futuro: -0,54%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam com baixa nesta terça, liderados por baixas nos principais índices do Japão e da Coreia do Sul, após uma queda acentuada do setor de tecnologia em Wall Street.
Shanghai SE (China), -0,81%
Nikkei (Japão): -3,22%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,72%
Nifty 50 (Índia): -0,17%
ASX 200 (Austrália): -1,94%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, com a retomada dos carregamentos no centro de exportação russo de Novorossiysk, após uma suspensão de dois dias no porto do Mar Negro, que havia sido alvo de um ataque ucraniano.
Petróleo WTI, -0,62%, a US$ 59,54 o barril
Petróleo Brent, -0,55%, a US$ 63,85 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados de emprego da ADP, da produção industrial, além de discursos de membros do Federal Reserve, o banco central estadunidense.
Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) conversou por cerca de 40 minutos com Cyril Ramaphosa e reiterou o apoio do Brasil às iniciativas da África do Sul no G20 (fórum que reúne os 20 países mais ricos do mundo), sobretudo ao trabalho do Grupo de Especialistas em Desigualdade. A ligação ocorreu após tensões entre Pretória e os Estados Unidos, já que Donald Trump decidiu não enviar representantes à cúpula após a aprovação da lei sul africana de desapropriação de terras. Lula também tratou da cooperação com países africanos, citou planos de parceria tecnológica agrícola com a Embrapa (Empresa Brasileira de Agropecuária) e lembrou que visitará Moçambique antes da reunião do G20.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
