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IBGE faz novo mapa invertido e com Brasil no centro do mundo

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Por Leonardo Vieceli

(Folhapress) – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), presidido pelo economista Marcio Pochmann, lançou na segunda-feira (4) mais um mapa com o Brasil no centro do mundo e o território dos países de forma invertida na comparação com as projeções tradicionalmente utilizadas.

O novo mapa-múndi carrega o título “Riqueza de Espécies 2025” por tratar da biodiversidade no planeta.

Na projeção, há um indicador que mede a quantidade potencial de espécies de anfíbios, pássaros, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce em cada célula de 100 km². Parte do território brasileiro, como a região amazônica, se destaca pelo alto número representado pela cor verde.

Em nota, o IBGE afirma que o país aparece centralizado por sua “importância no atual contexto social e político”. Também diz que existem diferentes formas de visualizar o mundo além da tradicional orientação norte-sul.

Segundo o instituto, o lançamento marca o Dia Internacional da Diversidade Biológica, comemorado em 22 de maio.

“A data reforça que a proteção da biodiversidade é essencial para o clima, a alimentação e a saúde, e busca conscientizar sobre a importância da fauna, da flora e dos ecossistemas para o equilíbrio da vida, da saúde e do bem-estar humano”, diz o órgão.

Sob gestão de Pochmann, mapas do IBGE já provocaram polêmicas em diferentes ocasiões. Há um ano, o órgão lançou outra projeção invertida e com o Brasil no centro.

À época, o economista afirmou que o trabalho buscava ressaltar a posição de liderança do país em fóruns internacionais como Brics, Mercosul e COP30.

A decisão recebeu elogios de uma ala de acadêmicos e simpatizantes, já que um mapa-múndi pode ser feito de diferentes maneiras.

Houve, por outro lado, críticas em razão de uma exposição considerada desnecessária para um órgão de Estado e não de governo.

Um núcleo do sindicato de servidores do IBGE (Assibge) disse na ocasião que o instituto servia para “produzir informação técnica e objetiva, não material simbólico ou político”.

Pochmann comanda o IBGE desde agosto de 2023, após indicação do presidente Lula (PT). Sua gestão tem sido marcada por conflitos com o sindicato e pesquisadores do órgão.

O lançamento desta segunda ocorreu em um evento em Brasília. “Estamos falando de um planeta que não é plano e, portanto, permite variações do ponto de vista do olhar”, disse Pochmann em discurso ao final da cerimônia.

“Inovamos e fortalecemos o espírito público de refletir as transformações que estão em curso no mundo e o papel protagonista que o Brasil tem e pode ter ainda mais”, acrescentou.

Conforme o IBGE, o novo mapa incorpora a projeção cartográfica Equal Earth, chamada de “moderna” pelo órgão ao representar os continentes em proporções reais.

A projeção de Mercator é a mais utilizada, mas distorce as massas continentais, ampliando regiões próximas aos polos, como a América do Norte e a Groenlândia, e reduzindo a África e a América do Sul, diz o órgão.

Em 2024, outro mapa do IBGE trouxe o Brasil na posição central, mas não de forma invertida, como ocorreu nas últimas publicações.





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