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Humberto Costa vê cálculo eleitoral em apoio de Flávio ao fim da 6×1

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O senador Humberto Costa (PT-PE) avalia que o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao fim da escala de trabalho 6×1 está relacionado a interesses eleitorais. Em entrevista à jornalista Manuela Borges, do ICL Notícias, nesta quarta-feira (14), pouco antes da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema no Senado, Costa afirmou que o posicionamento de Flávio busca evitar desgaste junto ao eleitorado em 2026.

“Isso é um jogo de cena, não é? Ele vai votar a favor dessa proposta, se votar muito mais para não ter um prejuízo eleitoral do que por qualquer tipo de convencimento”, disse o senador do PT.

Para Costa, a pressão da sociedade foi decisiva para que a proposta chegasse à votação. “É importante lembrar que essa proposta está sendo votada pela pressão da opinião pública”, completou Humberto Costa. Para ele, a mobilização popular deve continuar pressionando os parlamentares mesmo após a votação. O senador defendeu que a decisão tomada pelo Congresso seja incorporada à Constituição.

PL tenta se desvincular da recusa ao fim da 6×1

A discussão sobre a escala 6×1 também mostra a disputa entre os partidos pelo reconhecimento público da pauta trabalhista. Questionado pelo ICL Notícias sobre a posição do PL, o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que sempre apoiou a proposta, apesar de declarações anteriores do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, contrárias ao fim da escala.

“Pergunte ao Valdemar”, respondeu Sóstenes ao ser questionado pela repórter Manuela Borges sobre a posição do dirigente partidário. Confrontado com o fato de Valdemar presidir o PL, o deputado insistiu: “Eu sou líder do partido, votei a favor, toda a bancada na Câmara votou e nós sempre fomos a favor do trabalhador”.

Ao ser questionado se o PL agora era 100% favorável à mudança, Sóstenes reiterou: “Sempre fomos, sempre fomos”.

O tema gera disputa pelo eleitorado, que mobiliza brasileiros de diferentes campos ideológicos. A defesa de mais tempo de descanso tem potencial para alcançar tanto a base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto eleitores de Jair Bolsonaro e de seus aliados, tornando o posicionamento sobre a jornada de trabalho um fator de pressão eleitoral.

O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou o avanço da proposta e afirmou que a perspectiva de aprovação representa uma vitória para os trabalhadores.

Questionado se havia sonhado com o resultado da votação, Paim respondeu: “Sim, sonhei que a votação seria por unanimidade, principalmente quando o nosso adversário declarou o voto pela 5 por 2 e o fim da 6 por 1”.

O senador acrescentou que a possibilidade de aprovação o deixava satisfeito. “O dia hoje é de felicidade, porque quem vai vencer mesmo é o povo brasileiro que vai ter agora uma jornada decente de trabalho”, afirmou.

PEC garante mais dias de descanso ao trabalhador

A votação da PEC que prevê mudanças na escala 6×1 está acontecendo nesta quarta-feira (14), após a conclusão das cinco sessões de debate exigidas. Segundo a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), a expectativa é aprovar um calendário especial que permita votar os dois turnos da proposta ainda hoje.

A escala 6×1, em que o trabalhador atua por seis dias para ter um dia de folga, tornou-se um dos principais focos do debate sobre direitos trabalhistas. A proposta de mudança busca ampliar o período de descanso e reduzir a jornada de trabalho, em meio à pressão de trabalhadores e movimentos sociais.





ICL Notícias

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