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Governo Trump fecha acordo para usar energia de Itaipu e enviar agentes ao Paraguai

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O governo de Donald Trump anunciou a assinatura de acordos com o Paraguai para o uso da energia da Usina de Itaipu para alimentar os investimentos de empresas americanas. O pacto ainda prevê o envio de agentes de combate ao terrorismo para o país sul-americano e até o estabelecimento de um escritório contra o narcotráfico em Assunção.

Os entendimentos foram fechados pelo subsecretário Christopher Landau, que se reuniu nesta semana com o presidente Santiago Peña e com o ministro das Relações Exteriores, Ramírez.

Segundo um comunicado emitido pelo Departamento de Estado, os compromissos incluem novos investimentos do setor privado norte-americano, “uma cooperação mais robusta para garantir a segurança do espaço aéreo e das fronteiras do Paraguai, um maior apoio dos EUA às forças de segurança e aos esforços para combater fluxos financeiros ilícitos, além de medidas voltadas à cooperação no uso civil da energia nuclear”.

A viagem de Landau incluiu uma delegação comercial a Assunção, com o objetivo de ampliar os investimentos norte-americanos e criar oportunidades para empresas dos EUA nos setores de tecnologia, minerais críticos, infraestrutura fluvial e logística.

Num dos anúncios, a Crusoe, empresa norte-americana especializada em infraestrutura para computação, e a Araico, desenvolvedora paraguaia de projetos de energia e infraestrutura, firmaram um acordo de parceria estratégica para a construção de infraestrutura de computação de alto desempenho, alimentada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.

“No âmbito dessa parceria, a Crusoe planeja iniciar as operações em meados de 2027. A instalação utilizará, diretamente, uma das maiores fontes de energia hidrelétrica 100% renovável do mundo, atendendo a clientes de serviços em nuvem tanto nos Estados Unidos quanto na América Latina”, disse.

“Este pode vir a ser um dos maiores investimentos privados na história do Paraguai”, aponta.

Foi anunciado ainda que a Uranium Energy Corp (UEC) fará um investimento de US$ 12 milhões para o desenvolvimento de uma de suas concessões de urânio no Paraguai.

Um dos principais aspectos da aproximação se refere ao setor militar. Os dois governos assinaram um Acordo de Assistência para Interceptação Aérea. O pacto “fortalecerá a capacidade do Paraguai de monitorar e proteger seu espaço aéreo contra voos suspeitos de envolvimento com o narcotráfico”.

“O Departamento de Estado está destinando US$ 5,5 milhões em assistência externa para ampliar o apoio ao combate ao financiamento do terrorismo, à responsabilização de narcoterroristas e à operacionalização do novo centro de contraterrorismo, além de iniciar projetos voltados para a segurança de fronteiras e capacidades relacionadas a provas digitais”, indicou o Departamento de Estado.

O governo indicou ainda que está preparando o envio de um assessor de contraterrorismo a Assunção para “auxiliar no monitoramento e no apoio a iniciativas novas e em andamento no âmbito de programas de contraterrorismo”.

“Esta posição será a primeira do gênero estabelecida pelo departamento responsável pelo contraterrorismo em nossa região”, revelou.

O pacto ainda prevê um Memorando de Intenções para fortalecer a parceria no combate ao deslocamento de terroristas, com a criação de um sistema voltado para “a gestão de fronteiras e a triagem de passageiros”.

O Departamento de Estado também está destinando US$ 6,25 milhões em “assistência bilateral de segurança para enfrentar o crime organizado transnacional”.

“O Departamento de Estado anunciou a criação, pela primeira vez, de um escritório do *Bureau* de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL, na sigla em inglês) em Assunção, que também servirá como um polo regional para a coordenação de programas do INL no Cone Sul”, anunciou.





ICL Notícias

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