Início BRASIL Fed reduz juros nos EUA e indica possível pausa nos cortes

Fed reduz juros nos EUA e indica possível pausa nos cortes

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O Federal Reserve decidiu, nesta quarta-feira (10), reduzir a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 3,5% a 3,75%. O movimento ocorre em meio às incertezas provocadas pela recente paralisação do governo norte-americano, que deixou importantes indicadores econômicos defasados.

A decisão veio conforme as expectativas do mercado. Apesar da redução, o comunicado aponta que o banco central poderá interromper novos cortes enquanto aguarda dados mais claros sobre a inflação e o mercado de trabalho, que ainda mostram sinais mistos.

O corte de 0,25 ponto não foi consenso. Três autoridades discordaram: Austan Goolsbee (Fed de Chicago) e Jeffrey Schmid (Fed de Kansas City) defenderam manter a taxa inalterada. Stephen Miran, governador do Fed, votou por um corte mais profundo, de 0,50 ponto.

O comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) usou uma linguagem interpretada por analistas como sinal de que a instituição pode adotar uma postura de espera nos próximos meses, mesmo com parte do mercado projetando dois novos cortes em 2026. “Considerando a extensão e o momento de ajustes adicionais na faixa-alvo para a taxa dos fundos federais, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados que chegarem”, disse o FOMC.

Ano eleitoral e dados atrasados pesam nas decisões sobre juros

A condução da política monetária daqui para frente deve ser influenciada por dois fatores:

  • O ano eleitoral nos EUA, com impactos diretos na avaliação pública da economia. Inclusive, o presidente Donald Trump tem pressionado por cortes mais agressivos nos juros.
  • O atraso na divulgação de indicadores causado pela paralisação de 43 dias do governo federal, que deixou lacunas importantes sobre emprego e inflação.

Nos próximos dias, uma leva de estatísticas represadas será divulgada, incluindo os relatórios completos de emprego e inflação referentes a novembro.

O que dizem os dados mais recentes

As informações oficiais mais atualizadas ainda são de setembro e mostram:

  • Desemprego: passou de 4,3% para 4,4%
  • Inflação (PCE): subiu de 2,7% para 2,8%

Embora a meta do Fed seja 2%, a inflação tem avançado de maneira constante desde abril, quando marcava 2,3%. Parte dessa pressão inflacionária é atribuída ao repasse dos impostos de importação ao consumidor, tema que divide opiniões dentro do banco central.

Os dados completos de novembro serão divulgados na próxima semana, seguidos pela atualização do crescimento do PIB no terceiro trimestre.

No comunicado, o Fed avaliou que a economia norte-americana continua crescendo em ritmo moderado, mas reconheceu uma desaceleração na criação de vagas ao longo do ano. A instituição também retirou a referência anterior de que o desemprego se mantinha “baixo”, reforçando a cautela sobre os próximos passos da política monetária.





ICL Notícias

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