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Estudo indica que Pix e cartão de crédito atuam de forma complementar

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Uma pesquisa mencionada pela coluna da jornalista Miriam Leitão mostra que o avanço do Pix não reduziu a relevância do cartão de crédito no sistema financeiro brasileiro. Pelo contrário, os dois meios de pagamento vêm sendo utilizados de forma complementar pelos consumidores, cada um com funções distintas no dia a dia.

O levantamento, realizado pela Elo em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), ouviu 1.543 brasileiros para entender como diferentes formas de pagamento são usadas na rotina e na gestão das finanças pessoais.

A divulgação dos dados ocorre em meio ao debate sobre a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Entre os argumentos apresentados por autoridades americanas está a alegação de que o Pix geraria uma suposta concorrência desleal para empresas do setor financeiro.

Cartão lidera compras de maior valor

Segundo a pesquisa, o cartão de crédito continua sendo o principal instrumento para compras de maior valor, especialmente por oferecer a possibilidade de parcelamento.

O meio de pagamento lidera transações relacionadas à compra de eletrodomésticos, móveis, viagens e vestuário, segmentos em que os consumidores costumam buscar condições de pagamento mais flexíveis.

Já o Pix aparece como a principal opção para diversas operações cotidianas. O sistema instantâneo lidera pagamentos realizados em compras online, aplicativos, contas de consumo e tributos.

Os dados indicam que a praticidade, a rapidez e a disponibilidade permanente da ferramenta contribuíram para sua ampla adoção pelos brasileiros desde o lançamento.

Inclusão financeira impulsiona uso de novos serviços

Para João Vitor Ferreira, gerente executivo de Relações com Investidores e Data Analytics da Elo, o crescimento do Pix também tem ampliado a inclusão financeira no país.

“O avanço do Pix tem contribuído para a inclusão financeira, ao trazer novos usuários para o sistema bancário. Ao longo do tempo, essa base tende a evoluir em sua jornada financeira, com maior acesso a produtos de crédito, incluindo cartões. Nesse contexto, o crescimento do Pix não substituiu os cartões, mas ampliou o uso dos meios de pagamento, permitindo que o consumidor escolha o instrumento mais adequado para cada tipo de transação”, afirmou.

Os resultados do estudo sugerem que a expansão do Pix não provocou uma substituição direta dos cartões, mas diversificou as opções disponíveis para os consumidores.

Enquanto o Pix ganhou espaço em transferências instantâneas e pagamentos de rotina, os cartões continuam sendo relevantes para compras parceladas e transações de maior valor. Dessa forma, os brasileiros passaram a combinar diferentes ferramentas financeiras de acordo com o perfil de cada operação.





ICL Notícias

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