Início BRASIL Em reunião do G7, Brasil critica protecionismo de países ricos

Em reunião do G7, Brasil critica protecionismo de países ricos

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Os organizadores da cúpula do G7 querem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sirva como uma ponte com o Brics. A partir da segunda-feira, a França recebe os principais líderes dos países desenvolvidos para um encontro do bloco, num momento crítico no mundo. Lula, como acontece ao longo de anos, é um dos poucos convidados para a reunião, ao lado da Índia, Coreia do Sul e Egito.

Mas antes mesmo do evento começar, o governo brasileiro usou uma reunião entre chanceleres nesta quinta-feira para criticar o protecionismo unilateral por parte de grandes economias, um recado aos EUA e Europa.

De acordo com os anfitriões franceses e fontes do Palácio do Eliseu, a esperança com a presença do Brasil na sala é que Lula leve a mensagem do G7 ao Brics e que o presidente brasileiro faça essa ponte com o bloco emergente. Entre os organizadores, Lula é apontado como um “ator importante” no cenário internacional.

Um dos pontos da agenda será a proteção da infância nas redes sociais, tema que o Brasil considera que tem algo a contribuir diante da aprovação recente de iniciativas nesta direção. No encontro, Lula estará ao lado não apenas de presidentes de países ricos, mas também dos chefes de algumas das maiores plataformas digitais do mundo.

Brasil critica protecionismo unilateral

Nesta quinta-feira, chanceleres dos países que estarão na cúpula se reuniram de forma virtual. O Brasil ressaltou os desequilíbrios atuais nos gastos destinados para armas, sobrepondo-se aos vinculados à cooperação.

O chanceler Mauro Vieira ainda insistiu nas demandas dos países em desenvolvimento que o presidente Lula tem reiterado em suas intervenções, incluindo a urgente necessidade de reforma do sistema multilateral de comércio no contexto de uma OMC paralisada e de ações unilaterais que afetam diretamente o comércio global.

Lula, de fato, levará uma mensagem dura aos países ricos.

Na avaliação do Brasil, uma das distorções que precisa ser debatida na semana que vem é a questão das barreiras comerciais e do unilateralismo na área comercial. Na semana passada, o governo Trump voltou a orquestrar uma nova ofensiva contra a importação de dezenas de países. Assim como ocorreu em 2025, o Brasil voltou a ser um dos mais afetados.

Se não bastasse, o governo brasileiro voltou a ser alvo de medidas protecionistas por parte da União Europeia. Semanas depois de ver a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e UE, Bruxelas aplicou barreiras contra a carne brasileira, com argumentos sanitários.

Na avaliação do Brasil, esses episódios são reveladores da crise do multilateralismo e, em muitos casos, da suspensão de regras comerciais que, por décadas, ordenaram como cada país deve tratar o fluxo de bens pelo mundo.

A postura do governo Lula é de que, se o G7 quer avaliar os fatores que criam turbulência no mercado internacional, um dos principais é a fragilidade de regras. Para empresas e governos de economias emergentes, esse é um elemento de incerteza.





ICL Notícias

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