Por Felipe Rabioglio
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respondeu “sei lá” ao ser questionado sobre a possibilidade de um novo planejamento de golpe em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.
A pergunta foi feita pelo jornalista Paulo Germano após Valdemar reconhecer a existência de um planejamento anterior. Durante a entrevista, o dirigente do PL foi lembrado de uma declaração dada anteriormente sobre o tema e não negou que tenha havido uma tentativa.
“Mas não tenha dúvida. Quantos planejamentos você não faz e vê depois que tá errado e você para no meio da ação?”, afirmou Valdemar.
Na sequência, o jornalista questionou o presidente do PL sobre a possibilidade de algo semelhante voltar a ocorrer caso Flávio Bolsonaro chegue à Presidência.
“A minha pergunta é: quem nos garante que esse planejamento não ocorrerá de novo no eventual governo Flávio? O senhor acha que podem tentar de novo?”, perguntou.
Valdemar respondeu inicialmente sem descartar a possibilidade.
“Sei lá, pode haver planejamento, isso não existe”, disse.
Logo depois, porém, o presidente do PL afirmou não acreditar que uma nova tentativa ocorreria e mencionou as consequências enfrentadas por Jair Bolsonaro.
“Olha o que o Bolsonaro está pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, completou.
Histórico de Valdemar Costa Neto
Valdemar já esteve envolvido em outros episódios relacionados às investigações sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
Em fevereiro de 2024, o presidente do PL chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Federal durante a Operação Tempus Veritatis, após agentes encontrarem uma arma com registro vencido em sua residência. A operação atingiu ex-ministros e aliados do núcleo duro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apurava a existência de organização criminosa que tentou dar golpe para mantê-lo no cargo.
Após a eleição de 2022, o PL também tentou invalidar votos depositados em determinados modelos de urnas eletrônicas, iniciativa que levou o TSE a condenar o partido ao pagamento de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé. Em depoimento posterior à PF, Valdemar afirmou que a legenda havia apresentado o questionamento por pressão de Jair Bolsonaro e de apoiadores do ex-presidente.
