A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado ocorre quando as exportações superam as importações, gerando saldo positivo nas contas externas do país.
Apesar do desempenho positivo, o saldo ficou 17,2% menor que o registrado em março do ano passado, quando o superávit chegou a US$ 7,73 bilhões. Este também foi o pior resultado para o mês desde 2020, quando o saldo foi de US$ 4,05 bilhões.
De acordo com o governo, o resultado de março foi influenciado pela queda nas exportações e pelo aumento das importações.
- Exportações: US$ 31,6 bilhões, com recuo de 5% na média diária
- Importações: US$ 25,2 bilhões, com alta de 3,7% na média diária
Esse movimento reduziu o saldo positivo da balança comercial no mês.
Superávit cresce no acumulado do ano
No primeiro trimestre de 2026, o Brasil acumulou superávit de US$ 14,17 bilhões, representando um aumento de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 9,6 bilhões.
No acumulado do ano:
- Exportações somaram US$ 82,33 bilhões (alta de 7,1%)
- Importações chegaram a US$ 68,16 bilhões (alta de 1,3%)
O resultado mostra que, apesar da queda em março, o desempenho no trimestre segue positivo.
Principais produtos exportados
Os produtos agrícolas e commodities continuam liderando as exportações brasileiras. Entre os principais destaques de março estão:
- Soja: US$ 5,91 bilhões (alta de 4,3%)
- Petróleo bruto: US$ 4,77 bilhões (alta de 70,4%)
- Minério de ferro: US$ 2 bilhões (queda de 1,4%)
- Carne bovina: US$ 1,36 bilhão (alta de 29%)
- Óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão (alta de 30%)
- Café não torrado: US$ 998 milhões (queda de 30,5%)
Principais destinos das exportações
A China segue como o principal parceiro comercial do Brasil, com crescimento nas compras. A União Europeia aparece na segunda posição, enquanto os Estados Unidos registraram queda.
- China: US$ 10,49 bilhões (alta de 17,8%)
- União Europeia: US$ 4,11 bilhões (alta de 7,3%)
- Estados Unidos: US$ 2,89 bilhões (queda de 9,1%)
- Mercosul: US$ 2,11 bilhões (queda de 3,2%)
- Asean: US$ 1,9 bilhão (alta de 3,2%)
- África: US$ 1,47 bilhão (alta de 27,9%)
- Oriente Médio: US$ 882 milhões (queda de 26%)
- México: US$ 730 milhões (alta de 27,7%)
