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Ao Parlamento de Israel, Trump ordena que palestinos renunciem ao terrorismo e lamenta ‘sofrimento israelense’ — Brasil de Fato

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Ovacionado no Parlamento israelense onde discursou nesta segunda-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou aos palestinos renunciarem “ao terrorismo e a violência” enquanto se solidarizou com as famílias israelenses que “não têm um dia de paz”. As declarações, feitas antes de seguir ao Egito para um encontro com líderes internacionais sobre o futuro da Faixa de Gaza, ocorrem quando o número oficial de palestinos mortos em dois anos de genocídio chega próximo dos 68 mil.

“A escolha para os palestinos não poderia ser mais clara”, disse ele em discurso perante o Parlamento israelense. “É a oportunidade deles de se afastar para sempre do caminho do terrorismo e da violência”, afirmou o magnata, ressaltando que chegou ao fim o “longo e doloroso pesadelo”.

“De 7 de outubro [de 2023] até esta semana, Israel tem sido um país em guerra, e sofreu dificuldades que apenas um povo orgulhoso e fiel pode suportar”, afirmou.

“Há anos muitas famílias desta terra não têm um único dia de paz verdadeira (…) o longo e doloroso pesadelo finalmente terminou”, acrescentou o presidente republicano.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo movimento islamista palestino Hamas, anunciou nesta segunda-feira que o balanço de mortos em dois anos de guerra com Israel chega a 67.869.

“O balanço total da agressão israelense desde 7 de outubro de 2023 sobe a 67.869 mártires”, informou o ministério, ressaltando que continua recuperando cadáveres das vítimas do conflito.

Perdão para outro amigo da extrema direita

Após chantagear o Brasil para livrar Jair Bolsonaro de responsabilidade legal pela tentativa de Golpe de Estado, o magnata estadunidense pediu ao Parlamento israelense indulto para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, processado em três casos distintos por corrupção. Em um deles, o premiê e sua esposa são acusados de aceitar mais de 260 mil dólares (R$ 1,4 milhão, na cotação atual) em itens de luxo como charutos, joias e champanhe de bilionários em troca de favores políticos.

“Charutos e champanhe, quem se preocupa com isso?”, brincou Trump aos parlamentares. “Tenho uma ideia, senhor presidente”, disse a seu contraparte israelense, Isaac Herzog. “Por que não lhe concede um indulto?”, acrescentou.

“Isso não estava no discurso, como provavelmente imaginam. Mas gosto deste cavaleiro que está ali”, afirmou, apontando para Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense negou reiteradamente qualquer má prática nos três processos, que seus seguidores consideram ter motivação política. Netanyahu também é acusado de negociar uma cobertura mais favorável de dois veículos de comunicação israelenses nos outros casos.

Durante seu mandato atual, que começou no fim de 2022, o premiê propôs amplas reformas judiciais que, segundo seus rivais, buscam enfraquecer o poder dos tribunais. Esta tentativa desencadeou protestos em massa que terminaram com o início do genocídio em Gaza.

Acordo com Irã?

No discurso, Trump disse que deseja chegar a um acordo de paz com Teerã e está pronto para fazê-lo quando os iranianos estiverem prontos. Ele abordou os ataques conjuntos dos EUA e de Israel às principais instalações nucleares da República Islâmica no início deste ano.

“Eles sofreram um grande golpe, não é? (…) Eles sofreram de um lado, do outro, e sabem de uma coisa? Seria ótimo se pudéssemos chegar a um acordo de paz com eles”, disse Trump aos parlamentares israelenses.

“Vocês ficariam felizes com isso? Seria ótimo, eu acho. Porque acho que eles querem”, afirmou. “Estamos prontos quando vocês estiverem”, disse o americano, dirigindo-se ao Irã.

Encontro no Egito

Trump declarou o fim do genocídio em Gaza após a entrada em vigor, na sexta-feira, do cessar-fogo entre Hamas e Israel, graças a um plano de 20 pontos promovido por ele. Após falar a legisladores de Israel, embarcou ao Egito onde junto com o presidente Abdel Fattah al-Sisi serão coanfitriões de uma cúpula com mais de 20 líderes mundiais em Sharm El Sheikh.

O objetivo da cúpula é “encerrar a guerra na Faixa de Gaza, intensificar os esforços para alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio e inaugurar uma nova era de segurança e estabilidade regionais”, de acordo com a presidência egípcia.



Fonte:Brasil de Fato

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