As campanhas desenvolvidas por órgãos executivos contra as queimadas em todo o Estado têm também a participação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) por meio da Comissão de Meio Ambiente, Proteção aos Animais e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia (Caama/Aleam), que acompanha e participa de ações de proteção ao meio ambiente junto a instituições como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Segundo Joana Darc, o controle do desmatamento e das queimadas são alguns dos maiores desafios na nossa região. “Desde 2015 não tínhamos uma estratégia de enfrentamento definida, mas agora o Plano de prevenção vai orientar a atuação de órgãos ambientais no biênio 2020-2022 e a meta é que até o final desse período a gente consiga reduzir os índices de desmatamento em até 15% em relação a 2019, isto é, antes da existência do plano”, explicou.
As ações do plano serão direcionadas principalmente ao sul do Amazonas, onde a pressão de desmatamento ilegal é intensa. O programa inclui também a regulamentação do cadastro ambiental rural, reunindo informações ambientais para controle de dados, planejamento ambiental e econômico e incentivo à regularização ambiental, além da facilitação de acesso às linhas de crédito aos produtores rurais.
Em agosto deste ano a deputada apresentou o projeto de lei nº 364/2020, sobre a implantação do Sistema Estadual de Áreas Urbanas Protegidas, que deverá estabelecer critérios e normas para criação, implantação e gestão das áreas ambientalmente protegidas, visando a proteção da cobertura vegetal nos espaços urbanos.
Medidas de enfrentamento
Durante a sua apresentação, o secretário do Amazonas, Eduardo Taveira, falou sobre o que está sendo feito no combate às queimadas no estado, como a Operação Curuquetê 2, de combate ao desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas. “Este é o período mais seco aqui no Amazonas e temos acompanhado no últimos quatro anos um deslocamento deste pico de calor agora para o mês de agosto, onde houve um aumento de 20% nos focos de deslocamento de calor para estas áreas no Sul do estado e também na região metropolitana de Manaus. Porém, mesmo com esforço conjunto a ida a campo até os locais afetados é extremamente complexa, por isso temos de discutir, sim, o uso de novas tecnologias como radares que permitem o monitoramento abaixo das nuvens, como um aliado ao satélite e também é preciso pensar em modelos de economia que preveem baixas emissões de poluentes”, afirmou.
Diretoria de Comunicação da Aleam
Texto: Fernanda Barroso
Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real