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64% veem inflação dos alimentos maior após tarifaço

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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20) aponta que 64% dos brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros aumentará os preços dos alimentos no país, sinalizando um forte receio popular de inflação nos itens básicos.

Desde 6 de agosto, parte dos produtos brasileiros exportados para os EUA passou a pagar tarifa de 50% — a mais alta do mundo nesse segmento. A medida gerou ampla repercussão e aumentou a percepção de vulnerabilidade econômica, sobretudo sobre os efeitos no custo de vida.

A percepção geral dos brasileiros entrevistados pela Quaest é a seguinte:

  • 64% dizem que os preços dos alimentos vão aumentar
  • 18% acreditam que os preços vão cair
  • 13% acham que permanecerão os mesmos
  • 5% não souberam ou não responderam

Além disso, 77% dos entrevistados afirmam que as tarifas devem prejudicar diretamente suas vidas, reforçando a ideia de que o impacto será percebido na economia do dia a dia.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 a 17 de agosto. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Quaest: As razões do tarifaço

O levantamento também perguntou as razões que motivaram o tarifaço contra o Brasil:

  • 51% acreditam que interesses políticos de Trump motivaram tarifaço
  • 71% consideram que Trump está errado ao impor tarifas por acreditar que há perseguição a Bolsonaro;
  • 55% acham que o ex-presidente Jair Bolsonaro, e 55% que o deputado federal Eduardo Bolsonaro estão agindo mal diante do assunto
  • 46% acham que Lula está agindo mal
  • Subiu para 67% o número de brasileiros que acham que o Brasil deve negociar
  • Caiu para 26% o número de brasileiros que consideram que o Brasil deve taxar os EUA
  • 48% acham que Lula e o PT estão fazendo o que é mais certo no embate

A Quaest também mostra que subiu de 66% (dados de julho) para 84% o percentual de brasileiros que disseram saber da notícia sobre a carta de Trump a Lula anunciando a tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil pelos EUA. Outros 16% responderam que não sabiam (eram 33% antes). Os que não responderam ou não sabiam responder não atingiram 1%.

Quem está agindo certo?

Para 48% dos entrevistados, Lula e o PT estão fazendo o que é mais certo em relação ao tarifaço. O percentual estava em 44% no escrutínio anterior.

Por outro lado, outros 29% afirmam que são Bolsonaro e seus aliados estão fazendo o mais correto (eram 29% em julho). Também se manteve em 15% o percentual dos que acreditam que nenhum dos dois lados está certo. Não souberam ou não responderam foram 12% para 15%.

Segundo análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, parte da recente melhora na avaliação do governo Lula também se deve à percepção de que o presidente adotou uma postura firme diante do tarifaço. A defesa dos interesses nacionais e a narrativa de que o governo se posicionou contra uma medida que prejudica a economia brasileira foram bem recebidas por parte da população.

 





Fonte: ICL

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